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Pesquisa Cebrasse: Setor nacional de serviços alardeado com a falta de mão de obra

Cebrasse
01 de Novembro de 2011

Cebrasse News

Setor nacional de serviços alardeado com a falta de mão de obra

Cresce o problema da escassez de pessoas qualificadas, informa pesquisa Cebrasse/Ipema realizada em setembro. Se não houver solução, demandas normais de mercado e outras ocasionadas pelos preparativos para a Copa de 2014 poderão levar à necessidade de importar pessoal, avalia líder empresarial

Pesquisa Ipema encomendada em setembro pela Central Brasileira do Setor de Serviços - Cebrasse(*) junto entidades patronais e também a empresas de diversas atividades aponta que o problema da falta de mão de obra chega a níveis insuportáveis para o segmento econômico que tem na mão de obra a espinha dorsal de seus negócios. 

Os dados foram coletados junto a 65 entidades representativas e empresas de várias atividades de prestação de serviços em todas as regiões brasileiras: 73,8% do Sudeste; 33,8% do Sul; 18,5% do Centro-Oeste; e entre 6% e 12% do Norte, Nordeste e Brasília.

Na avaliação dos fatores externos que dificultam o crescimento das empresas, a ausência de mão de obra foi citada por 91% dos empresários. A carga tributária teve 84,6% das indicações, seguida por 73,8% de pontuações para a concorrência e as leis trabalhistas.

CONFIRA A PESQUISA NA ÍNTEGRA

 

Quais os Fatores Externos que mais Dificultam o Desenvolvimento do seu Setor?

Fatores  Externos_Setor

%

Qualificação da mão de obra

90,8

Alta Carga Tributária

84,6

Concorrência Desleal

73,8

Legislação Trabalhista Inflexível

73,8

Burocracia (Aspectos de Regulamentação)

23,1

Inadimplência de Clientes

15,4

Problemas com Infra-Estrutura

10,8

Indisponibilidade de Crédito

6,2

A quantidade de citações é superior à quantidade de observações devido às respostas múltiplas (8 no máximo).

(*) Instalada na capital paulista, há sete anos a Cebrasse é uma central empresarial que reúne cerca de 80 entidades patronais  (federações, sindicatos, associações e conselhos de classe) que abrigam cerca de 600 mil empresas prestadoras de serviços, que geram mais de 9 milhões de empregos formais. Mais informações no www.cebrasse.org.br

O cenário é agravado quando, pensando nos desafios internos em médio e longo prazo para as empresas manterem o crescimento, 81,5% dos entrevistados indicam a atração e retenção de profissionais bem qualificados. “Em março do ano passado, um quarto dos entrevistados já citavam essa questão, agora pontuada por 81,5% deles”, avalia Paulo Lofreta , presidente da Cebrasse.

Esse quadro piora mais ainda diante da necessidade de se manter competitivos os custos de seus serviços - situação apontada como a segunda maior preocupação nas decisões internas das empresas. Em março do ano passado, um quarto dos entrevistados citava essa questão, destacada agora em setembro por 66,2% deles. 

Quais os principais desafios a médio e longo prazo para manter ou aumentar o crescimento?

Desafios do Setor

%

Atrair e Reter Profissionais com Alta Qualificação

81,5

Manter Custos Competitivos

66,2

Diferenciar seus Produtos para Continuar Competitivo

58,5

Focar em Segmentos Específicos , com Serviços Especializados

50,8

Criar Condições para uma Administração Ágil e Eficiente

40,0

Manter-se Tecnologicamente Atualizado

23,1

A quantidade de citações é superior à quantidade de observações devido às respostas

múltiplas (6 no máximo)

COMPARATIVO

Nº

Set/11

%

Jun/11

%

Mar/11

%

Nov/10

%

Set/10

%

Jul/10

%

Mai/10

%

Mar/10

%

1

66,2

62,1

61,7

66,0

69,2

56,8

63,1

63,3

2

40,0

31,8

25,0

48,0

48,7

50,0

53,8

50,0

3

50,8

51,5

55,0

50,0

55,4

50,0

50,0

50,0

4

58,5

56,1

51,6

51,0

51,3

52,3

43,8

43,3

5

23,1

21,2

21,7

38,0

41,0

36,3

38,1

40,0

6

81,5

78,8

73,3

70,0

69,2

52,3

31,3

26,7

Nº

Desafios_Setor

1

 Manter Custos Competitivos

2

Criar Condições para uma Administração Ágil e Eficiente

3

Focar em Segmentos Específicos , com Serviços Especializados

4

Diferenciar seus Produtos para Continuar Competitivo

5

Manter-se Tecnologicamente Atualizado

6

Atrair e Reter Profissionais com Alta Qualificação


Memória

Em pesquisa feita em julho de 2010, a entidade havia apurado que 70% de seus associados investiam em programas de treinamento e capacitação dentro das próprias empresas. “Novamente o empresário paga o preço, investindo na qualificação que deveria vir de ações educacionais das esferas de governo”, avaliava Lofreta, ao criticar a inexistência de agendas públicas para solucionar o problema. Àquela época, 87% dos empresários desejavam programas de incentivo fiscal a prestadores que tivessem ações internas de capacitação; 55% sugeriam ampliação de escolas técnicas. Mais dados no http://www.cebrasse.org.br/materias.php?id_materia=1658

Quase 1,5 milhão de pessoas desocupadas em grandes centros

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que nas Regiões Metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre há 1,440  milhão de pessoas na situação de desocupadas no País.

São 488 mil pessoas entre 18 e 24 anos; e 713 mil entre 25 e 49, que se somam a outras 114 mil entre 15 e 17 anos e às 126 mil na faixa acima de 50 anos de idade.

Fonte: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/pme_201108fluxograma.pdf

A situação é alarmante, diz o presidente da Cebrasse. “Não há saída a não ser a união do mercado e do governo para tratarmos de soluções urgentes para isso, ou, em alguns meses precisaremos importar pessoas para empregar”, diz o empresário, inconformado com a realidade retratada nos dados do IBGE sobre o contingente de pessoas desocupadas no Brasil.

Terceiro trimestre, um momento nevrálgico

Paulo Lofreta lembra que ao encerrar e iniciar os semestres do ano, o terceiro trimestre é período essencial para a avaliação das tendências do mercado. Nesse momento, de acordo com o Ipema, o setor que mais gera emprego e renda do País tem apresenta uma visão mais cética e menos otimista em relação aos trimestres passados quanto a todas as vertentes internas e externas de sua gestão.

O maior gargalo da mão de obra da história acontece a praticamente a dois anos da realização da Copa do Mundo no Brasil. “O setor de serviços é o mais envolvido em tudo, das ações privadas do mercado às etapas dos investimentos públicos de R$ 45 bilhões na infraestrutura das 12 cidades-sede dos jogos e em todas as demais ações antes, durante e depois dos jogos. A questão á alarmante”.

Já em julho do ano passado, as pesquisas Cebrasse/Ipema junto a prestadores de serviços apontavam crescimento da preocupação: o índice saltava de 30% em março para quase 70%, em julho de 2010.

E não demorou muito para os dados apontarem que o entrave tirava da carga tributária a faixa de campeã entre os tormentos dos empreendedores. Em novembro passado, o setor começava a informar que pagar tanto imposto, taxas e tributos era menos preocupante do que não poder empregar pessoas qualificadas.

No decorrer de 2011, o assunto continuava despontando também em pesquisas e levantamentos de todos os setores: governo, indústria, comércio, agronegócios. Mas atingia mais ainda os serviços - de toda a cadeia produtiva, o mais ressentido porque a mão de obra é seu principal insumo.

Quais os Fatores Externos que mais dificultam o desenvolvimento do seu Setor?

 

Fatores Externos_Setor

1

Alta Carga Tributária

2

Concorrência Desleal

3

Legislação Trabalhista Inflexível

4

Qualificação da Mão de Obra

5

Burocracia (Aspectos de Regulamentação)

6

Problemas com Infra-Estrutura

7

Indisponibilidade de Crédito

8

Inadimplência de Clientes

 

 

COMPARATIVO

Nº

Set/11

%

Jun/11

%

Mar/11

%

Nov/10

%

Set/10

%

Jul/10

%

Mai/10

%

Mar/10

%

1

84,6

84,8

85,0

86,0

84,6

86,3

85,0

90,0

2

73,8

75,8

75,0

71,0

76,9

68,1

72,5

73,3

3

73,8

74,2

75,0

70,0

74,3

63,9

63,1

63,3

4

90,8

92,4

86,6

87,0

82,0

70,5

38,1

30,0

5

23,1

22,7

25,0

25,0

25,6

27,3

25,0

20,0

6

10,8

16,7

10,0

19,0

20,5

18,1

15,6

6,7

7

6,2

7,6

10,0

10,0

10,3

15,9

15,6

10,0

8

15,4

12,1

20,0

15,0

17,9

18,2

15,6

16,7

Crescimento deslocando-se para grandes empresas

Comparado ao segundo trimestre do ano passado, o mesmo período de 2011 trouxe crescimento para 67,7% das empresas pesquisadas. Pouco mais de 12% acusam manutenção dos níveis de 2010 e 14% dizem ter faturado menos que naquele tempo. A geração de empregos manteve movimento proporcional ao do faturamento - 64,6% de aumento.

Há uma contradição quando quase 70% das empresas crescem de 1% a 10% ou mais, enquanto um quarto dos pesquisados apontam manutenção ou queda no faturamento e no emprego; e 6% deles não sabem informar o movimento.

De acordo com Paulo Lofreta , isso acontece porque a mão de obra está num processo de migração, concentrando-se principalmente nas modalidades de trabalhos temporário e terceirizado. “As grandes empresas nacionais ou multinacionais estão tomando espaço das pequenas brasileiras, que perdem em desempenho no mercado, onde o maior fornecedor conquista mais espaços na prestação de serviços”.

Na contratação de temporários, ele exemplifica: empresas multinacionais escolhem prestadoras de maior porte - um movimento típico de economias globalizadas. Esse deslocamento na oferta de mão de obra pode explicar as diferenças significativas pontuadas na pesquisa da Cebrasse/Ipema.

O presidente da central empresarial destaca ainda que o Brasil, “único país em que pequenas e grandes empresas podem participar de uma mesma licitação”, está ainda se adequando a essa realidade das economias globalizadas. 

Resultado do 3º. trimestre de 2011, comparado ao mesmo período de 2010 - Faturamento

Faturamento

%

 

Crescimento de 1  a 3

20,0

20,0

Crescimento de 4  a 6

12,3

32,3

Crescimento de 7  a 9

9,2

41,5

Crescimento de 10  ou mais

26,2

67,7

Manteve os mesmos Níveis do 3º Trimestre de 2010

12,3

12,3

Abaixo do 3º Trimestre de 2010

13,8

13,8

Não Sabe Informar

6,2

20,0

TOTAL OBS.

100

 

Resultado do 2º trimestre de 2011, comparado período de 2010 – Geração de Empregos

Empregos

%

 

Crescimento de 1  a 3

24,6

24,6

Crescimento de 4  a 6

10,8

35,4

Crescimento de 7  a 9

7,7

43,1

Crescimento de 10  ou mais

21,5

64,6

Manteve os mesmos Níveis do 3º Trimestre de 2010

12,3

12,3

Abaixo do 3º Trimestre de 2010

16,9

16,9

Não Sabe Informar

6,2

23,1

TOTAL OBS.

100

 

Índices de confiança empresarial indica prudência

Em setembro, quase 60% dos empresários apontam confiança, e mais de 10% indicam confiança total no Brasil.

Os pessimistas são 12,5%; quase 17% são indiferentes e apenas 1,5% apresentam descrença total.

Assim, em um ano, observa-se aumento de 14% no grau de indiferença em relação ao assunto, e de 7% no pessimismo dos empresários. Há queda de 13% na confiança e de 7% na confiança total.

Sobre a expectativa para o último trimestre do ano, 72% manifestam confiança, mas 28% estão pessimistas ou indiferentes, denotando certa “prudência” dos empresários na avaliação de Paulo Lofreta , que fala da necessidade de ser estar alerta aos acontecimentos daqui em diante.

O Índice de Confiança Brasil (ICB) pontuado em 125,8 no terceiro trimestre de  2011 manteve o patamar indicado em março 126,8), tendo sido o pior desde então. O número ficou 25,83% abaixo das expectativas, que eram de 169,6%. A projeção de 126,1 para o IBC do quarto trimestre aponta cetisimo e reafirma a prudência dos empresários para o período

Confiança Brasil_Atual

ATUALMENTE, qual é o seu Grau de Confiança Empresarial no Brasil, para o seu setor?

Confiança  Brasil_Atual

%

 

Totalmente Confiante

10,8

 

Confiante

58,5

69,3

Indiferente

16,7

10,8

Pessimista

12,5

 

Totalmente Pessimista

1,5

20,0

TOTAL OBS.

100

 

ICB (ÍNDICE DE CONFIANÇA BRASIL)è 125,8

ICB Previsto do 2º para o 3º Trimestre è 169,6

COMPARATIVO

Confiança Brasil_Atual

Set/11

%

Jun/11

%

Mar/11

%

Nov/10

%

Set/10

%

Jul/10

%

Mai/10

%

Mar/10

%

Totalmente Confiante

10,8

13,6

6,7

7,00

17,90

15,90

43,80

10,00

Confiante

58,5

68,2

68,3

73,00

71,80

72,70

53,10

83,30

Indiferente

16,7

6,1

6,7

11,00

2,60

0,00

0,00

0,00

Pessimista

12,5

12,1

18,3

8,00

5,10

11,40

3,10

6,70

Totalmente Pessimista

1,5

0,0

0,00

1,00

2,60

0,00

0,00

0,00

 (ICB)

125,8

159,1

126,8

159,00

181,90

170,30

231,40

183,20

 

Confiança Brasil_Expectativa

Qual sua EXPECTATIVA, quanto ao Grau de Confiança Empresarial no Brasil, para o seu setor, para o início do  4º Trimestre de 2011?

ConfiançaBrasil_Expectativa

%

 

Totalmente Confiante

7,7

 

Confiante

64,6

72,3

Indiferente

12,3

12,3

Pessimista

15,4

 

Totalmente Pessimista

0,0

15,4

TOTAL OBS.

100

 

ICBè 126,1

Segmentação das atividades

Dos variados campos de atividade pesquisados, serviços limpeza e conservação marcaram maior representatividade, compondo 41,5% das respostas colhidas.

Setor_Atuação

%

Limpeza e Conservação

41,5

Serviços Gerais

32,3

Outros Serviços

32,3

Trabalho Temporário

27,7

Serviços Esp. c/Predom. Mão de Obra

18,5

Manutenção Predial

16,9

Logística e Distribuição

12,3

Vigilância e Segurança

10,8

Serviços Administrativos

10,8

Administração de RH

9,2

Manutenção Mecânica

6,2

Informática/Processamento de Dados

6,2

Turismo

4,6

Manutenção Elétrica

3,1

Telemarketing/Call Center

3,1

Serviços Contábeis

3,1

Promoção e Merchandising

1,5

Jardinagem e Paisagismo

0,0

Administração de Restaurantes

0,0

Engenharia e Montagem

0,0

TOTAL OBS.

 

A quantidade de citações é superior à quantidade de observações devido às respostas múltiplas (20 no máximo).

 

CONFIRA A PESQUISA NA ÍNTEGRA

CEBRASSE
Central Brasileira do Setor de Serviços
www.cebrasse.org.br
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A 1º CENTRAL SINDICAL EMPRESARIAL

 

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