Notícias da Central Empresarial e seus Associados
  8 de Abril de 2020

COVID-19: MEDIDAS EMERGENCIAIS CAUSAM TEMOR DE FUTUROS LITÍGIOS

Raras vezes, juízes e advogados trabalhistas concordaram tanto quanto o fazem agora, ao prever uma provável enxurrada de ações reclamatórias após a crise deflagrada no país pela pandemia do coronavírus.

Uma clara evidência disto veio à tona no dia 2 de abril, em nota oficial divulgada pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), opinando sobre a MP 936, baixada na véspera pelo governo.

De acordo com a entidade, substituir negociação por imposição é uma afronta à Constituição, tendo em vista a fragilidade dos trabalhadores num momento tão crucial, onde a própria sobrevivência está em jogo.

Além de violar cláusulas pétreas da Carta Magna, como a irredutibilidade dos salários – salvo convenção ou acordo coletivo –, a Medida Provisória estaria menosprezando a autonomia negocial das categorias, assim como a Convenção 98 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

No lugar de uma postura que classifica como “meramente programática”, a Associação aponta a ordem legal estabelecida como única forma de se garantir “uma saída mais rápida e sem traumas dessa gravíssima crise”, com os trabalhadores e empregadores buscando soluções coletivas.

Preocupação semelhante tem sido manifestada diariamente na imprensa de todo o país por operadores da Justiça, para os quais o home office ou teletrabalho tem tudo para ser o pomo da discórdia quando tudo isto passar.

Embora reconhecidas pela Reforma de 2017 (Lei 13.467), com a responsabilidade do funcionário de registrar a jornada de trabalho instituída pela Lei da Liberdade Econômica (13.874), no ano seguinte, a mudança introduzida pela MP 927 altera substancialmente estes pontos básicos da ferramenta.

A insegurança jurídica causada por tais mudanças atinge ambas as partes, já que empregadores depois poderão pleitear a compensação de horas eventualmente não trabalhadas, ao passo que trabalhadores tendem a pedir horas extras, alegando exatamente o contrário, em relação a jornadas excedentes.

Igualmente difícil será o controle de possíveis doenças ocupacionais, contraídas em função de aspectos laborais de ordem física e psicológica que exercer as funções profissionais no ambiente doméstico pode causar para quem jamais cogitou esta possibilidade.

De acordo com os advogados, isto se deve à dispensa dos exames periódicos dos trabalhadores, em conjunto com a postergação do prazo dos exames demissionais, dos dez dias atuais para nada menos que seis vezes mais.

Embora não se possa garantir de que forma o Judiciário vai interpretar aspectos assim, a serem vivenciados até dezembro, que é o prazo inicialmente previsto para a vigência do atual estado de calamidade pública vivido pelo País, o presidente da CEBRASSE, João Batista Diniz, reconhece o fundamento dos temores demonstrados tanto por juízes do trabalho quanto advogados especializados na área.

“O governo fez o máximo que pôde em realização a flexibilizar as relações trabalhistas, levando em conta o emprego. Entretanto, conforme analisou a Anamatra, levando em conta a Constituição vigente, empregados poderão alegar o seu estado de hipossuficiência frente ao empregador, dizendo-se pressionados a assinar acordos individuais”, analisa.

Portanto, o dirigente recomenda como solução para aumentar a segurança jurídica nas circunstâncias de hoje, dar sempre preferência às negociações coletivas, com a intermediação dos sindicatos laborais e patronais, cuja tutela aos seus representados elimina a alegação de diálogo desigual.


NEGOCIAÇÃO

COVID-19:ALTERNATIVAS À JUSTIÇA CONVENCIONAL VIVEM MOMENTO PROMISSOR

Conciliação, mediação e arbitragem hoje representam quase um mantra, quando se fala em contornar o provável excesso de demandas judiciais, após a pandemia enfrentada atualmente em todo o país.

Quem deu o pontapé inicial em favor dessa tese foi ninguém menos que o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que em matéria publicada pelo UOL no dia 30 de março, defendeu as câmaras de conciliação como forma de resolver conflitos, tanto trabalhistas quanto envolvendo empresas entre si.

Na opinião do magistrado, o momento atual requer a flexibilização de regras estabelecidas anteriormente, o que torna propício o estabelecimento de câmaras de mediação, com decisões aceitas consensualmente. “Não me parece que convirja para a ideia de justiça uma aplicação literal da lei diante de uma situação de crise”, justificou o ministro.

Segundo Fux, além de esvaziar o trabalho do Judiciário, as câmaras de conciliação trazem soluções onde as pessoas saem felizes e com a nítida sensação de justiça feita.

“Aliás, isso vale para o país, nós precisamos de uma grande conciliação democrática. É disso que estamos precisando, o diálogo nacional entre os poderes para acalmar a população”, afirmou.

Já o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho foi além, ao apostar na utilização da tecnologia para a materialização do conceito. “Envidem esforços no sentido de promover, com a participação dos interessados, por aplicativos de mensagens eletrônicas ou videoconferência, a mediação e a conciliação de conflitos”, defendeu o ministro Luiz Philippe.

FLEXIBILIDADE

“Mesmo em câmaras privadas, mediação, conciliação e arbitragem constituem ferramentas bastantes positivas, inclusive neste momento”, concorda a diretora-presidente da Arbitrando CMA, empresa que desde fevereiro último é parceira da CEBRASSE, oferecendo condições especiais aos seus associados.

Na análise da especialista, medidas tomadas de afogadilho, premidas pelas circunstâncias, têm mesmo um grande potencial de gerar litígios de lado a lado, “pois a maioria das empresas não está faturando, enquanto os trabalhadores, por sua vez, precisam dos seus empregos, uma combinação que requer a busca urgente de um meio termo, deixando de lado a filosofia do a ferro e fogo”, argumenta.

Adoção de home office, redução de jornada de trabalho e também de salários formam um quadro efervescente, de fato. Tudo isso, porém, Letícia afirma realçar vantagens inerentes aos meios integrados para a resolução de conflitos, onde predomina a flexibilidade, ao invés da conotação de disputa que as causas normalmente assumem nos tribunais.

Por todas essas razões, a Arbitrando CMA está funcionando em regime especial neste período, utilizando da Videoconferência para evitar encontros presenciais.

CONFIRA AS ÚLTIMAS AÇÕES DA CEBRASSE EM PROL DO EMPRESARIADO, NESSE MOMENTO:






São nossas 3 ações

OPINIÃO

VÍTIMAS DA CRISE ECONÔMICA DO CORONAVÍRUS, EMPRESAS PRECISAM ADOTAR GUIA DE SOBREVIVÊNCIA



O JOGO DO CAPITÃO


Por GAUDÊNCIO TORQUATO

A politização da pandemia era bastante previsível por esses nossos trópicos. Afinal, a tensão que alimenta as correntes pró e contra o governo Bolsonaro é detectada no radar da política desde os idos eleitorais de 2018, e o comportamento açodado do chefe do Estado, nos últimos tempos, tem funcionado como lenha na fogueira. A esta altura, não há arquitetura diplomática que consiga conciliar as duas visões que impregnam o pensamento nacional.


De um lado, a banda da intelligentzia, liderada por cientistas e especialistas, que recomenda a rígida quarentena com ênfase nas pessoas com mais de 60 anos, e, de outro, a ideia de abrir o portão travado da economia, com a volta ao trabalho daqueles que não estão na área de risco, pressupondo, ainda, a abertura das escolas e das atividades produtivas.

  

A primeira linha é compartilhada pelas principais lideranças mundiais, governos e instituições, a partir da Organização Mundial da Saúde; a segunda tem na vanguarda de defesa o nosso presidente Jair Bolsonaro. Que quer jogar um jogo usando suas próprias regras. Até sua fonte de inspiração e exemplo, Donald Trump, teve que recuar de sua posição inicial – de considerar passageiros os efeitos do Covid-19, e aceitar o regime de quarentena nos Estados Unidos, que agora se transformam em epicentro da pandemia.


A tese de que a economia fechada pode ser pior que fechar a população em suas casas é polêmica, mas a maior parte dos pensadores, incluindo os economistas, aponta como absoluta prioridade a luta para "salvar vidas". Deixemos a discussão para os especialistas e vejamos o que poderá ocorrer ao país na roça da política, a partir das duas correntes que continuarão a pelejar na arena da disputa político-eleitoral.

   

Primeiro, é fato que o presidente Bolsonaro perde razoável parcela de seu vetor de forças. Os governadores fazem um cerco a ele. Os seus 30% de votos dão sinais de arrefecimento. Já não teria hoje 57 milhões de eleitores. Seus exércitos nas redes sociais já não mostram o sentido aguerrido dos primeiros meses de governo. Segundo, fortes parcelas das classes médias, que nele votaram, se distanciam de um discurso cada vez mais assombrador. Terceiro, o Congresso, mesmo disposto a aprovar as pautas de interesse do Executivo, sob a sombra aterradora do coronavírus, tende a agir com independência. Os presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, fizeram duros pronunciamentos sobre a manifestação presidencial tratando da crise pandêmica.


O capitão não dá sinais de que vai mudar de ação ou de expressão. Os generais que o cercam com ele se alinham, mesmo com imenso esforço para interpretar o que ele disse. O vice Mourão até tentou dizer que ele teria se comunicado mal ao ser contra a quarentena. Ora, é contra mesmo. O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, também tentou driblar o verbo para não desdizer o chefe. O chamado gabinete do ódio, com presença dos olavistas e do filho Carlos, é quem dá o tom do discurso presidencial.


O nó está feito. Quem poderá desatá-lo? Apenas o desfecho da crise contém a resposta. Se a curva da morte continuar a subir em escala progressiva e acelerada, os defensores de rígida quarentena elevarão sua expressão. A recíproca é verdadeira. Portanto, o resguardo da imagem presidencial está a depender da evolução – negativa ou positiva – da crise.

 

Os governadores, unidos na guerra contra a pandemia, poderão se transformar em grandes cabos eleitorais das eleições de outubro ( se não forem adiadas sob o calor de uma luta que deixará marcas profundas no corpo nacional). A esfera política tenderá a agir com pragmatismo. Nesse caso, mais adiante, levarão para a balança os pesos a favor e contra Bolsonaro. E se este continuar a acirrar a animosidade, terá contra ele a maioria do Parlamento. Será muito difícil ao presidente subir ao pódio de 2022 caso continue a apostar no confronto com alas contrárias e a repudiar as pressões dos conjuntos parlamentares. Claro, 2021 poderá apresentar um PIB de índice mais elevado. Esta será a esperança do capitão. Que já pode inserir 2020 em seu arquivo de tempos perdidos. Mesmo com o jogo ainda no primeiro tempo, sua posição já está reservada na galeria dos líderes mais estrambóticos do planeta.

 

 

Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação - Twitter@gaudtorquato


ASSOCIADOS

SESCON-SP PEDIU E GOVERNO DE SÃO PAULO PRORROGOU PRAZOS DO ICMS E ISS PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

O SESCON-SP solicitou e o governador de São Paulo confirmou o adiamento por 90 dias do pagamento do ICMS e do ISS para micro e pequenas empresas, medida que João Doria definiu como sendo "um esforço para preservar a empregabilidade" durante a pandemia do novo coronavírus.

Em conjunto com a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (ALESP), o Sescon-SP havia enviado, no dia 19 de março, um ofício ao governo de São Paulo, solicitando a adesão do Estado à postergação anunciada pelo Governo Federal dos tributos de sua competência para os optantes do Simples.

De acordo com o presidente do SESCON-SP, Reynaldo Lima Jr. esse movimento em defesa das microempresas decorre da união das entidades contábeis do Estado de São Paulo “com a nossa Federação (FENACON)".

O ideal, segundo ele, seriam os mesmos 180 dias concedidos pela União, "porém, compreendemos as argumentações dos Estados e Municípios, e os 90 dias de postergação já auxilia as MPEs".

"As empresas estão sofrendo de forma dramática a redução drástica da atividade econômica. Neste momento emergencial não podemos complicar a vida do micro e do pequeno empreendedor. Devemos desburocratizar e conceder benesses econômicas, e neste ponto, parabenizamos o Governo do Estado de São Paulo", explicou Lima.

O SESCON-SP possui um histórico de lutas na defesa das micro e pequenas empresas e esta é mais uma ação em conjunto com a FREPEM (ALESP), capitaneada pelo Deputado Itamar Borges, que visa fomentar a simplificação, desburocratização e o auxílio econômico frente a essa pandemia instalada.

Carla Passos





Tendo em vista as inúmeras dúvidas que poderão surgir a partir da publicação da Medida Provisória 936, que trata das medidas trabalhistas durante o período da pandemia, publicada em 1º de abril de 2020, e da especial relevância da temática por ela trazida, a FENEP – Federação Nacional das Escolas Particulares, disponibiliza à toda sua base um primeiro estudo da inovação legislativa, já no formato de perguntas e respostas, visando possibilitar uma melhor compreensão da temática envolvida.


ACESSE A CARTILHA



ACESSE A MP 936/2020

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CHINA RESPONDE AS 10 PRINCIPAIS DÚVIDAS DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE LIMPEZA

 

Prestadoras de serviço chinesas compartilham com exclusividade ações adotadas durante o ápice da epidemia do coronavírus.

 

Em dezembro de 2019, a província de Wuhan, na China, identificava pela primeira vez um caso de infecção pelo novo coronavírus. Desde então, já se passaram três meses e mais de 32 mil pessoas já morreram no mundo, com registro de 697 mil infectados em decorrência da Covid-19, doença causada pelo tecnicamente chamado SARS-CoV-2.

Em meio à pandemia, e aos mais de quatro mil casos já confirmados no Brasil, o mercado brasileiro de limpeza busca respostas: para agir corretamente; para orientar parceiros, clientes e colaboradores; e para reforçar a limpeza como a arma mais eficaz no combate à proliferação da doença.

 

Por isso, o Portal da revista Higiplus ouviu o segmento, agrupou as dez principais dúvidas, e agora traz com exclusividade as informações obtidas por entrevista com duas prestadoras de serviço chinesas. Elas viveram de perto o pico da epidemia e agora compartilham com o mercado sul-americano suas experiências e conhecimentos fundamentais para vencer esta pandemia.

 

Portal Higiplus: O que as empresas de serviços adotaram como protocolo na desinfecção de ambientes contaminados e não-contaminados? Quais os produtos, processos e equipamentos que melhor funcionam?

Empresas de Limpeza da China: No dia-a-dia, adotamos o uso de máscaras, óculos, luvas de proteção e roupas especiais. Os veículos são desinfetados antes e depois da operação, com desinfetante à base de hidróxido de cloro (5%) diluído 1: 100, e é disponibilizado álcool 75% para desinfecção da equipe. Podem ser usados desinfetante de 250-500mg/l ou 500mg/l e álcool a 75% para borrifar e desinfetar recipientes de lixo, áreas de escritório, instalações públicas etc.



Em relação aos procedimentos, a equipe de limpeza primeiro executa a higienização e o transporte do lixo doméstico dos recipientes para o local onde o caminhão fará a coleta e, após, realiza uma operação de desinfecção, usando uma solução desinfetante Tipo 84 (exclusivo de fabricação chinesa) a 5% ou peróxido de hidrogênio na proporção de 1: 100. O lixo deve ser limpo no local, e o recipiente de descarte e seus arredores devem ser desinfetados ao mesmo tempo. Se o chão estiver muito sujo, é adicionado desinfetante ao tanque de água do carrinho de limpeza. Ao coletar o lixo, primeiramente o recipiente é pulverizado e desinfetado, o saco é recolhido e, por fim, o recipiente é pulverizado e desinfetado novamente. O lixo esporádico no chão, especialmente máscaras descartadas, deve ser recolhido com alguma ferramenta e não diretamente com as mãos.

 

Para limpeza externa mais pesada, atualmente existem dois tipos de veículos mais eficazes, limpos e seguros: um pequeno caminhão para limpeza de alta pressão, que inicia a operação para desinfetar todos os contêineres de lixo a partir das 7h30 da manhã; depois, das 10h às 16h, outro caminhão pipa que usa água e desinfetante à base de hidróxido de cloro para pulverizar e desinfetar as superfícies das ruas principais e secundárias.

 

Em locais fechados, como escritórios, foi adotado o teste de temperatura em todos os colaboradores duas vezes ao dia, desativados pontos eletrônicos por impressão digital, providenciada boa ventilação (preferencialmente natural) e, durante a epidemia, o ar condicionado foi estritamente proibido para evitar contaminação cruzada, com dutos de ar de retorno fechados. No mais, foram fornecidos todos os equipamentos e suprimentos necessários à lavagem das mãos. Quanto à higienização destes locais, a limpeza e desinfecção foi aplicada às estações de trabalho, elevadores, banheiros, pias, maçanetas e outras peças de contato frequente. Também é fundamental a disponibilização de caixas de reciclagem especiais para máscaras (em escritórios, empresas e também em locais públicos), bem como o gerenciamento e coleta adequada deste resíduo.

 

PH: Por ser tratar de um vírus, houve a adoção da “limpeza terminal” (padrão realizado em hospitais) nos escritórios e demais ambientes? Se não, quais os processos e princípios ativos mais utilizados nesses ambientes?

ELC: A “limpeza terminal” não foi usada em escritórios ou outros ambientes. Em um ambiente fechado, a desinfecção de superfície com desinfetantes que contêm cloro foi comumente usada. Assim, para escritórios, recepções e banheiros públicos são frequentemente usados ​​sprays de superfície para borrifar o desinfetante: limpe com um pano ou borrife com 250-500 ml/l de água sanitária, e depois desinfete o equipamento com álcool a 75%. Os ingredientes ativos comumente usados ​​são o desinfetante de cloro 500-1000mg/l, ou produtos locais como desinfetante Tipo 84, a 250-500mg/l ou a 500mg/l.

 

PH: Há POP (Procedimento Operacional Padrão) de higienização e desinfecção criado para ambientes/áreas críticas? Eles foram padronizados para todo o país? Como isso foi feito?

ELC: A província de Wuhan (epicentro do coronavírus) formulou padrões de desinfecção para áreas-chave, como locais onde ficam concentrados contêineres de lixo e áreas adjacentes, caminhões de coleta e áreas de quarentena. Em cada cidade, os padrões foram formulados pelo governo local, e de acordo com as condições reais, por isso estes procedimentos não foram uniformizados em todo o país.

 

PH: O surgimento do coronavírus culminou na criação de alguma nova tecnologia para limpeza? Mudaram os produtos utilizados atualmente? Vocês têm, por exemplo, alguma experiência com ozônio ou vapor durante o processo de limpeza?

ELC: Não temos experiência com ozônio ou vapor na limpeza. Mas houve a utilização de pulverizadores à gasolina, com volume de spray de 80 litros de água por hora (imagem de referência abaixo), o que melhorou muito a eficiência de trabalho em relação aos pulverizadores tradicionais No mais, atualmente não há novas tecnologias na limpeza contra o vírus, mas roupas de proteção médica estão disponíveis para evitar riscos biológicos. Todos os profissionais de limpeza devem usar roupas de trabalho à prova d’água, botas de chuva compridas, máscaras de proteção, luvas e sabão líquido para as mãos (ou álcool gel) e desinfetante. E fazer a desinfecção completa do equipamento de proteção após cada trabalho.

 

PH: As empresas da China criaram treinamentos específicos para preparar os trabalhadores da limpeza para o combate à epidemia? Como fizeram para treinar os profissionais em tempo hábil e com o contato entre as equipes reduzido?

ELC: Foi fornecido treinamento especial e houve dois métodos principais de treinamento: um foi distribuir materiais em espaços abertos, explicá-los no local e realizar operações de campo; outro foi compartilhar vídeos de proteção, operação e informações por meio de grupos WeChat (similar ao WhatsApp) e documentos relacionados. O ideal também é designar uma pessoa especial para realizar inspeções, e verificar se todos compreenderam as informações que lhes foram transmitidos.

 

PH: Como fizeram para repor trabalhadores afastados ou para contratar mais pessoal? Como resolveram o problema da mão-de obra-reduzida?

ELC: Devido à prevenção e controle eficazes, não possuímos funcionários infectados até o momento. Além disso, durante a epidemia, a cidade adotou um modelo fechado de prevenção: pessoas só entravam ou saíam dos condomínios com autorização, o que fez com que a sujeira das ruas diminuísse e, portanto, a força de trabalho fosse suficiente. No caso de haver escassez de pessoal em algum período crítico, administrativos como gerentes também foram envolvidos na linha de frente, e instituições públicas e pessoas da comunidade poderiam ser mobilizadas para auxiliar no recrutamento. Caso houvesse escassez neste grupo também, havia a possibilidade de contratar pessoal temporário.

 

PH: Como lidar com o medo dos trabalhadores de contrair a doença? O que utilizaram para proteger estes trabalhadores contra riscos biológicos? (protocolos, equipamentos etc.).

ELC: Em termos de materiais, a segurança dos trabalhadores é feita por uma série de ferramentas de desinfecção e esterilização fornecidas, como máscaras, roupas de proteção, desinfetantes, luvas etc.

Em termos de segurança social, ao adquirir o seguro médico básico para os trabalhadores, nossa empresa prontamente adquiriu um seguro para acidentes também.

 

Em termos de saúde psicológica, foi promovido amplo conhecimento sobre o novo coronavírus para membros de toda a equipe, dos altos setores administrativos aos trabalhadores da limpeza, para que compreendessem as características do vírus e dominassem os requisitos de proteção. Também houve consulta regular à saúde dos funcionários, medição de temperatura corporal com termômetros infravermelhos portáteis duas vezes ao dia e a promoção e entrega diária de todos os itens que os trabalhadores precisem.

 

Foi adotado, por fim, um método para reduzir o horário de trabalho, que garante que o lixo e máscaras descartadas sejam coletados e transportados a tempo de evitar a fadiga excessiva e de reduzir os riscos de trabalho para os funcionários. Eles, por outro lado, também demonstraram sua total determinação em vencer a luta contra a epidemia. Com a vida segura, corpo e mente ficaram felizes.

 

PH: Como é feita a desinfecção no transporte público? (trens, metrôs, ônibus). E para outras grandes espaços públicos?

ELC: Hospitais, aeroportos e locais com muita circulação de pessoas utilizam solução de desinfecção com dióxido de cloro para desinfecção, e pulverizadores portáteis de tubo duplo (similares à imagem já citada acima e imagem abaixo) para desinfetar de forma completa salas de espera, chão, assentos, elevadores etc.

 

Para pulverizar solução desinfetante atomizadora nas praças, estradas ou ruas podem ser utilizados caminhões pipa com varredeiras, veículos de limpeza de alta pressão ou mesmo caminhões de pulverização de água, como os de rega de plantas (imagem abaixo). Também há a opção de caminhões com canhão pulverizador.

 

Para veículos em horário de operação, é necessária desinfecção após cada viagem (para veículo e cabine) com desinfetante com teor efetivo de cloro de 500 mg /l. Já para veículos que retornam às garagens após concluir operações no fim do dia, é necessária uma desinfecção profunda: mergulhar o esfregão em desinfetante de 500 mg/l por 30 minutos e depois desinfetar o veículo com esfregão molhado. Para corrimãos, portas, assentos etc. que entram em contato com público denso, o pano deve ser embebido em desinfetante de 500 mg/l por 30 minutos, depois aplicado para limpeza e desinfecção, sendo selado por 30 minutos após a desinfecção e ventilado.

 

Quando há poluentes (sangue, secreções, vômitos e excrementos) nos meios de transporte, como trens, carros, metrôs, aviões etc., eles devem ser completamente cobertos com pó desinfetante ou alvejante que contenha ingredientes absorventes de água. Após, é despejada uma quantidade de 2000mg/l de desinfetante com cloro em um material absorvente de água por mais 30 minutos (ou toalha seca que possa atingir um alto nível de desinfecção) e a sujidade é removida com cuidado. O ideal é evitar o contato com esses potenciais contaminantes durante o processo de remoção, lembrando que este material deve ser descartado como lixo médico. Após a remoção, pulverizar a superfície dos objetivos contaminados com uma solução desinfetante de 2000 mg/l de cloro e limpá-lo. Lembrando também que, para aeronaves, os tipos e dosagens dos desinfetantes devem estar em acordo com a agência regulamentadora local.

 

PH: Houve algum apoio do governo (financeiro ou outros) às empresas de limpeza?

ELC:Em regiões como Shenzhen e Hangzhou foram fornecidos subsídios financeiros. Alguns governos também forneceram produtos de limpeza e materiais antiepidêmicos, apoiaram a prevenção e controle da epidemia, e apoiaram a retomada da produção e dos negócios. Houve ainda redução de impostos, políticas de redução de preços e empréstimos com baixas taxas de juros.

 

PH: O que recomendam para o Brasil, um país com grande extensão territorial, população com grande desnível cultural e financeiro, falta de recursos e de infraestrutura hospitalar para atender uma demanda de coronavírus?

ELC: Sobre o Brasil, antes de tudo o país precisa entender a seriedade dos perigos do coronavírus. É preciso despertar a consciência das pessoas para trabalharem juntas no combate à epidemia e para obedecer às exigências políticas do país. Em segundo, o Estado deve controlar em tempo hábil as áreas com epidemias mais severas, concentrar-se para garantir suprimentos adequados ao setor médico e de saúde, e controlar a movimentação de pessoas. Finalmente, todos os setores do governo, dos altos escalões aos governos estaduais e municipais, devem trabalhar juntos para fazer com as necessidades diárias da população sejam atendidas. E pedir ajuda a outros países, se for preciso.

 

Fonte: Empresas chinesas Hubei Xinxingjei Environmental Technology e Mindge Group, e do Manual de Orientação sobre Defesa Epidêmica da Hubei Xinxingjei.

Matéria produzida e publicada pela Revista Higiplux, em 26/03/2020. Dados estatísticos sobre coronavírus atualizados em 30/03/2020


TÉCNICO DE LIMPEZA DA ABRALIMP FALA SOBRE COMO EFETUAR A LIMPEZA CORRETA DO LAR


https://revistahigiplus.com.br/abralimp-na-tv-globo-informacoes-fundamentais-sobre-limpeza-no-combate-ao-coronavirus/?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=News-Higiplus-Marc



DESTAQUES DA MÍDIA

 
LAÉRCIO É AVALIADO COMO O MELHOR PARLAMENTAR DE SERGIPE, SEGUNDO O RANKING DOS POLÍTICOS



O deputado federal Laércio Oliveira aparece em primeiro lugar em Sergipe entre deputados e senadores no ranking dos políticos, um site que foi criado para fornecer informações sobre quem é quem no Congresso Nacional. “A pontuação dos políticos é definida de acordo com os dados que obtemos sobre gastos, assiduidade, fidelidade partidária e processos judiciais. Consideramos como válidas as informações vindas de fontes oficiais, como sites governamentais e de veículos de mídia de primeira linha”, informa o portal.

O maior destaque do parlamentar foi na qualidade legislativa. “Avaliamos as votações das leis mais relevantes do Congresso. As pontuações são definidas por nosso Conselho de Avaliação de Leis levando em conta principalmente sua contribuição para o combate à corrupção, aos privilégios e ao desperdício de recursos públicos”, informa o portal.

Outro critérios avaliados no ranking são processos judiciais, gastos de verbas, privilégios e presença em sessões. O portal classifica os senadores e deputados federais do melhor para o pior. “Se votarmos em massa nos melhores, incentivaremos uma melhoria no panorama político do Brasil. Nossa meta é oferecer informação para ajudar de forma objetiva as pessoas a votarem melhor”, explica texto do portal.

“Combate à corrupção, ao desperdício de recursos públicos sempre foram a tônica do meu mandato. Fico muito feliz quando o trabalho realizado é avaliado positivamente. Procuro sempre votar de acordo com os interesses da sociedade, gastar o mínimo possível das minhas verbas de Gabinete para fazer o melhor trabalho. Procuro apresentar projetos e relatá-los pensando na contribuição com a melhoria da qualidade de vida do povo do Brasil e especialmente de Sergipe”, afirmou Laércio.


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Jornalista responsável:
Wagner Fonseca

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