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10/09/2010

Evento reúne empresas e especialistas no combate a pragas

 
 


Entre os dias 9 e 11 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca da capital paulista, cerca de seiscentos congressistas e trinta expositores participaram da EXPOPRAG 2010 - VIII Congresso Internacional de Controle e Vetores de Pragas e Feira Internacional de produtos e serviços. A realização foi da Associação de Controladores e Vetores de Pragas Urbanas - APRAG.

A abertura do encontro emocionou a platéia, que aplaudiu de pé, e muito calorosamente, a apresentação de bailarinas portadoras de deficiência visual da Associação de Balé e Artes, presidida pela bailarina e fisioterapeuta Fernanda Bianchini. O balé clássico para deficientes visuais teve início no Instituto de Cegos, em São Paulo, há 10 anos - trabalho com método pioneiro no mundo. “Com a dedicação da professora e das alunas, o grupo foi quebrando paradigmas, superando barreiras e transformando o que era impossível, em bela arte”, disse Fernanda.

Sentindo-se “confortável e orgulhoso” na realização da EXPOPRAG 2010, Carlos Watanabe, presidente a APRAG, declarou que o crescimento do número de expositores e o patrocínio de grandes fabricantes multinacionais (Bayer, Basf e Sygenta, âncoras da feira), ao lado de palestrantes de altíssimo gabarito, “são sinal de credibilidade e seriedade da entidade e do crescimento do setor que ela representa”.


Carlos Watanabe

Além de empresas privadas, o evento contou com a presença de empresas e instituições públicas: o SEBRAE Nacional, a ANVISA, a UNESP e o Instituto Biológico – “campos de apoio aos pequenos e médios empreendedores e de incremento da educação, por meio de órgãos do governo propensos a apoiar e estimular o empreendedorismo e a excelência do segmento”, avaliou Watanabe.

O empresário contou que o contato inicial com o SEBRAE foi por intermédio da Cebrasse, porque a APRAG percebeu a necessidade de buscar parcerias e apoios para projetos que tragam melhorias. Na outra vertente, estão contatos com entidades de pesquisa. “O trabalho de controle de pragas está exigindo novos conhecimentos em razão do surgimento de novas necessidades. Buscamos a UNESP e o Instituto Biológico para o desenvolvimento de estudos e ações voltadas à excelência dos nossos serviços”.

• Químicos; engenheiros químicos, agrônomos e florestais; farmacêuticos, médicos veterinários e biólogos são profissionais de alta qualificação, responsáveis tecnicamente pela operação de uma empresa controladora de pragas.

• Em 2011 o Brasil vai sediar o “Congresso Mundial de Controle de Pragas” - especialistas e empresários vão expor conhecimentos e discutir as inovações e tendências desse mercado.

• Para saber se uma empresa é idônea – o contratante deve saber o número da licença de funcionamento, número de responsabilidade técnica e outros dados. Todos os associados à APRAG têm o registro junto à Vigilância Sanitária.

• No Brasil, duas mil empresas legalizadas atuam no segmento, gerando cerca de 25 mil vagas de trabalho. Empresas ilegais são em número muito maior: cerca de quatro a cinco mil.

Junto à ANVISA, a grande conquista foi a regulamentação do setor por meio da Resolução da Delegacia Colegiada – RDC nº 52, em vigor desde abril. “A medida traz um melhor entendimento do que é o setor de controle de pragas, que deixa de ser visto como mero aplicador de produtos, passando a ser prestador de serviços que exigem manejo integrado, análise do ambiente, recomendação de medidas mecânicas e físicas para o impedimento do acesso de pragas”.

Para a saúde e o bem estar das pessoas a qualidade do controle e combate a pragas é muito importante, destacou Watanabe, que fez um alerta quanto à gravidade da má contratação: “o tomador de serviços, condôminos como exemplo, geralmente não tem muita preocupação com a qualidade dos serviços, focando mais questão do menor preço”.

A situação leva moradores a ficarem expostos a inseticidas e raticidas aplicados por algumas empresas que muitas vezes não têm os registros junto à vigilância sanitária. Para o empresário, elas certamente terão uma equipe de operadores despreparados e desqualificados, comprometendo o serviço e consequentemente a saúde da população”.



Paulo Lofreta


Presente à abertura do congresso, Paulo Lofreta, presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços – CEBRASSE, elogiou o conteúdo das palestras, “que vão de abordagens às pragas mais perigosas, a questões de vigilância ambiental, e inovações e perspectivas desse mercado”. “A feira tem a participação de empresas renomadas, tudo demonstrando a excelente organização desse segmento de prestação de serviços”.



Fabianni Melo Costa, da Unidade de Atendimento Coletivo Comércio e Serviços do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE Nacional


Fabianni Melo Costa

“Estudos de 2006 apontam que quase a totalidade das empresas de combate a praga é de micro e pequenos empreendedores – esse é o nosso público.”

“Está havendo uma aproximação entre o SEBRAE e a APRAG com a intenção de se formar uma parceria nacional que visa atender 300 micros e pequenas empresas do segmento, preferencialmente em cinco estados – essa é a proposta inicial. Não está ainda formalizado, mas há a intenção do SEBRAE de atender às empresas que atuam nesse setor. Minha presença aqui é um sinal positivo em relação ao fechamento dessa questão.”

“A gente verifica que o setor de controle de vetores e pragas tem muitas empresas informais. É uma oportunidade de o SEBRAE, além de entrar com a capacitação gerencial e tecnológica para essas empresas, abrir o setor para que elas venham a se formalizar.”

“Com a Copa de 2014, precisamos estar preparados também nesse segmento para atender a toda a demanda oportunizada pelo calendário esportivo mundial. E isso se alia à preocupação socioambiental, que é muito grande”.


Tânia Pich – Gerente Geral de Saneantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA


Tânia Pich

“Acho fantástico esse encontro da EXPOPRAG, para que haja união do setor regulado, tentando combater a clandestinidade e trabalhar com maior eficácia e segurança para a população, cumprido as regras da legislação, estipuladas a nível federal pela ANVISA, e pela vigilância sanitária e ambiental nos estados.”

“As licenças para a atuação das empresas controladoras de vetores e pragas são concedidas pelos estados e pelos municípios. Frente à Resolução Federal no. 52, revisada inclusive em parceria com as associações presentes nesse encontro, são feitas todas as concessões, licenças e fiscalizações dos estabelecimentos onde as empresas operam. É um trabalho ostensivo, porque a licença precisa ser renovada anualmente para que as empresas possam participar de licitações e fazer contratações e trabalharem em domicílios, hospitais, estabelecimentos públicos, etc.”

“Nos preparativos para a Copa do Mundo no Brasil, o trabalho será feito em conjunto pelos governos federal, estaduais e municipais. É claro que a preocupação é muito grande em razão de riscos sanitários. Determinadas instituições trabalharão em parceria coma ANVISA, porque somente a vigilância sanitária não vai dar conta de cuidar disso tudo. Como será grande o volume de pessoas chegando ao País, as áreas de portos, aeroportos e fronteiras também estão se mobilizando para essa ação”.

No stand da Universidade Estadual Paulista - UNESP, Fabiana Correa Bueno, doutoranda em Zoologia no Campus de Rio Claro


Fabiana Correa Bueno

‘É interessante estarmos aqui. Temos um campo de especialização que se chama Entomologia Urbana - Teoria e Prática, que serve para ensinarmos como é a biologia e o comportamento de insetos-pragas, e o que auxilia muito no controle.

Esses insetos são principalmente os cupins, abelhas, baratas e pulgas. O curso traz, a cada quinzena, um especialista que ministre aulas teóricas e práticas para os alunos.

Com funcionários que fazem esse curso, as empresas têm condições de prestar um serviço mais qualificado, aprovado em termos de conceituação acadêmica e de mercado”.

“O que se tenta é disseminar a idéia da necessidade não apenas do controle das pragas, mas também de todo o trabalho de prevenção. Fazer apenas o controle implica o uso de muito inseticida, por isso a necessidades um conhecimento científico mesmo da situação. Muitos acreditam, por exemplo, que uma concentração maior de um produto é o melhor, quando as metodologias mais novas demonstram que menos produtos podem significar em efeito melhor”.

 
 
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