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06/08/2010
São Paulo sedia congresso do mercado de limpeza

 
 

Luciano Galea

Cerca de 320 empresários e especialistas do mercado de limpeza profissional de todo o País encontraram-se em São Paulo no dia 3 de agosto, durante o HIGICON 2010 - 22º Congresso Internacional do Mercado de Limpeza Profissional, promovido pela Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional – ABRALIMP.

Em dois dias, o encontro abordou a estrutura nacional de representatividade do segmento, o papel das empresas e do trabalho temporário e da terceirização, ética e responsabilidade socioambiental, produtos e maquinários disponíveis, aspectos de contratos de prestação de serviços e qualificação de mão de obra.

Para Luciano Galea, presidente da ABRALIMP, o momento foi de “integração e unicidade necessárias ao bom desempenho do nosso setor, para que todos usufruam das oportunidades de negócios na prestação de serviços de qualidade. Os temas das palestras oportunizariam partilha de experiências e conhecimento, apresentação de cases de sucesso e informações sobre inovações tecnológicas disponíveis em todo o Brasil.”


Morales e Garcia

Vander Morales – presidente do SINDEPRESTEM

“É a primeira vez que o nosso sindicato participa do Higicon, apoiando e interagindo com o segmento de limpeza. Observe que os terceirizados com foco em prestação de serviços especializados são um nicho novo de mercado, teve seu boom a partir dos anos 90.

Com a força que empresários desse segmento têm, poderemos contribuir para minimizar a desburocratização e promover o crescimento da atividade. Eventos como esse nos ajudam a dar passos nesse sentido, começando a desmitificar a máscara ruim que hoje impregna a concepção do que é terceirização e que a coloca como precarizadora do trabalho. Sugiro a mudança de nome para a modalidade, passando a se chamar “prestação de serviço especializado”, que é realmente o foco do nosso segmento - uma tendência global.

Com o tomador mantendo o foco de gestão na sua própria área, abrimos nela o espaço para prestadores que tenham especialização no serviço contratado.Cada vez mais se comprova que a terceirização, na competitividade mundial, é ferramenta imprescindível ao crescimento da indústria tomadora. Sem ela, as empresas não conseguem competir.

Mas o governo é o grande precarizador dessa relação de trabalho. Emanam dele os conflitos com relação à terceirização quando a máquina pública contrata pelos preços mais baixos oferecidos pelos pregões eletrônicos. O governo compra serviços com predominância de mão de obra com os mesmos critérios usados para comprar parafusos, uma forma incorreta de se contratar”.

Ricardo Garcia – presidente da FEBRAC

“É mais evento de que participamos, dando todo apoio porque se trata de uma parceria importante sobre assuntos de interesse do nosso setor. Vou fazer uma apresentação focando o trabalho desenvolvido por nossas entidades de classe, a ABRALIMP e os Sindicatos.

. “O setor de serviços, em especial o segmento de asseio e conservação, precisa ser melhor observado pelas autoridades desse País, porque leis e regulamentos são criados sem a compreensão de peculiaridades de determinados setores.

Um desses problemas é a inviabilidade de implantarmos o novo ponto eletrônico determinado pelo Ministério do Trabalho. Os contratos das prestadoras de serviços estão espalhados em inúmeros lugares e implantar o sistema exige investimentos muito altos. Por incrível que pareça, estamos recomendando às nossas empresas a volta ao sistema tradicional, o cartão de ponto – um verdadeiro retrocesso. O governo criou um negócio que é aceitável na indústria, que tem os trabalhadores concentrados em um único ponto. Em longo prazo, seria possível as empresas se adaptarem, mas a curto e médio, é impossível”.



Vereador Gilberto Natalini (PSDB-SP)

Prestigiando o encontro, o vereador falou sobre o aquecimento global e o quanto as pessoas precisam estar alertas para o problema, e convidou os empresários a procurarem a Câmara Municipal para discutir e apresentar qualquer demanda em assuntos que minimizem o problema da sustentabilidade.

Afirmou que, embora ações firmes e positivas da administração Kassab, “a administração paulistana deve à população uma política mais efetiva para resíduos sólidos, com reciclagem, mesmo com o fim dos aterros. porque temos hoje tecnologia para usar o lixo na produção de energia elétrica e outras coisas”.


Rui Monteiro – presidente do SEAC-SP

“Esse dia 03 de agosto foi movimentado no nosso sindicato, começando com a realização da Assembléia Geral da Febrac em nossa sede, com a presença de representantes de vários estados.

Aproveitamos o dia também fazer o lançamento de um evento tríplice no Paraná, em 2012: o ENEAC 2012, a HIGIEXPO da ABRALIMP e o Congresso da World Federation of Building Service Contractors, entidade internacional que representa o setor. Será um momento importante para os prestadores setor, trazendo ao Brasil empresários de vários países para a troca de experiências. A Higiexpo, antes realizada anualmente, passará a acontecer a cada dois anos e será realizada sempre em conjunto com o ENEAC.

Aqui, hoje, em São Paulo, a idéia é fazer ao mesmo tempo e no mesmo lugar um evento do nosso setor, com a ABRALIMP em parceria com a FEBRAC nesse congresso que reúne representantes dos sindicatos de asseio e conservação de todo o Brasil.

Os auditórios estão lotados, há associados de muitos estados, o que comprova o sucesso do encontro e aumenta nossas expectativas de êxito também nos próximos grandes eventos”.



Teodoro e Andrea de Lima

Eduardo Teodoro – Advogado do SEAC-SP

Palestra “Aspectos intangíveis dos Contratos de serviços e o equilíbrio nas relações contratante e contratados”

“O mercado sofre problemas com os preços inexequíveis e reajustes inadequados de preços – o que acontece porque o tomador não tem cuidados ao contratar, e o prestador não tem coragem de dizer ‘não’. Nos contratos, precisamos ter critérios mais justos para o contratado e processos mais adequados para que o tomador possa medir isso, tanto nos contratos públicos quanto nos privados.

“Problemas que as empresam têm estão relacionados a gestão interna e a questões de normatização - um cenário desfavorável, que tende a mudar. No setor público, que vive necessariamente de formalidade legal, a situação é pior que a do mercado, porque esse último pode tirar a empresa dele a qualquer momento. O público não tem esse direito. E não há mudanças no setor público se não muda a legalidade e aspectos jurídicos.

“É preciso compreender: o que sustenta as empresas não é o faturamento, e sim, a lucratividade. Não adianta ter uma empresa muito grande, porque a única coisa que você vai arrematar é prejuízo. O ideal é que você tenha uma empresa tangível, exequível, financeiramente saneada”.


Edison Belini – Consultor de Marketing e Comunicação do SINDEPRESTEM

Palestra “Onde está a mão de obra – processo seguro da relação do trabalho terceirizado e temporário”

O empresário falou de indicadores positivos e negativos para a empregabilidade no Brasil, onde a informalidade está em torno de 40% - contra a média de 16% registrada entre outros países emergentes.

Na questão da qualificação de mão de obra, lembrou que no ano passado, 1,7 milhão de vagas abertas no mercado não foram preenchidas em razão da falta de pessoas qualificadas. Entre as oportunidades que exigiam baixa formação escolar, a função de auxiliar de limpeza foi a mais prejudicada. “A construção civil é a grande vilã da falta de mão de obra do setor de limpeza. Com a abertura de 70 mil vagas e salários maiores para pedreiros, eletricistas, mestres de obra e serventes, está atraindo trabalhadores, especialmente as mulheres, para trabalharem nas obras”. Cresceu 30% o número de mulheres que deixaram os mercados de limpeza profissional e doméstica para trabalharem em obras, com salários médios de R$ 1,5 mil.

Para os cargos de alta qualificação, Belini disse que as empresas precisam estabelecer políticas de retenção de talentos, porque o mercado registra crescimento de 30% nas faixas salariais dos executivos. Bônus por desempenho, formação de lideranças, planos de incentivo, benefícios mais caros (como automóveis) e ainda participação nos lucros são algumas soluções para as empresas. Hoje os empresários também enfrentam problemas para manter funcionários jovens, tecnologicamente engajados, bilíngues e sem qualquer intenção de longa permanência das empresas – os chamados “geração Y”.

Citou pesquisa realizada pela Cebrasse, em julho, apontando que a totalidade dos entrevistados está convicta de que a indisponibilidade de mão de obra qualificada impacta o setor. Ações internas ou externa voltadas a treinamento e qualificação dos empregados são implementadas por 93% dos pesquisados.


Adonai Arruda – Seac-PR

“Encontros no centro econômico do Brasil, debatendo o mercado institucional de limpeza, trazem à luz uma séria de dificuldades. Esperamos que surjam novas idéias. Estamos num ano eleitoral em que muitas perspectivas devem ser levadas aos próximos dirigentes do País.

Um dos principais pontos é o estímulo ao empregador de mão de obra formal nesse setor de atividade econômica tão atuante, mas que carece de incentivos: não tem geração de crédito, há excessos burocráticos, a cada dia que passa novas amarrações na legislação trabalhista, coisas que dificultam a nossa atividade. Precisamos de medidas que simplifiquem nossas atividades, reconhecendo o que elas representam no mercado”.


Jonas Alvarenga – presidente da CEBRASSE/ PE

“Temos grandes expectativas de crescimento em Pernambuco, onde o PIB foi maior que o do Brasil, com o incremento da terceirização de serviços especializados. Enfim, diante desse quadro, estamos aqui para nos iterarmos das inovações para nosso segmento”.

Citou políticas de incentivo implementadas pelos governos – estaleiro, refinaria de petróleo, pólo petroquímico e outros – como estímulo para 200 empresas se instalarem no estado. E também a Copa de 2014, que leva à construção de amplo complexo esportivo com unidades habitacionais que futuramente serão vendidas - uma espécie de micro-cidade.

O setor de serviços em Pernambuco abriga 150 empresas com 50 mil pessoas. O grupo dirigido por Alvarenga, do setor de limpeza, vigilância e mão de obra administrativa, tem 10 mil funcionários, com filiais na Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo. “Temos um Centro de Treinamento, um dos mais modernos da América do Sul, no qual todos os colaborados são preparados e qualificados para entrarem no mercado”.

Sérgio Bocalini – diretor da APRAG

“A limpeza está intimamente associada ao controle de pragas. Por isso, temos marcado nossa presença em encontros como o HIGICON, que aborda assuntos e discute problemas e soluções para o setor. É um evento importante para o engrandecimento institucional dos dois segmentos, de limpeza e de combate a pragas urbanas. Todos os temas tratados na grade das palestras são de interesse dos empresários, e no contexto geral são aplicados no dia a dia das nossas empresas”.

Bocalini convidou a todos para a “EXPOPRAG 2010” – o maior evento do setor controle de pragas da América Latina, reunindo congresso internacional e feira de exposições, a acontecer entre 09 e 11 de setembro próximo, no Centro de Convenções Frei Caneca, capital paulista.


Renato Fortuna, Edmilson Pereira e José Carlos da Costa

Renato Fortuna Campos – presidente do SEAC/MG

“O HIGICON é importante para o nosso setor porque tomamos conhecimento de muitas novidades que podem ser implantadas na gestão de nossas empresas, e por isso temos um número expressivo de empresários mineiros.

Em Minas, estamos muito animados com o incremento do nosso setor, que segue no mesmo passo do da construção civil. Em razão da Copa de 2014, estamos treinando cerca de mil trabalhadores nas línguas Inglês e Espanhol para que eles possam comunicar-se com os turistas estrangeiros. É uma das muitas atividades resultantes de parceria entre o SEAC-MG e o Sindicato dos Trabalhadores –Sindeac”.

Edmilson Pereira – presidente do SEAC-RN

“Estamos indo de vento em popa, e a escolha da Natal como sede da Copa está incrementando muito o nosso segmento no estado.

Estar aqui em São Paulo, nesse congresso, significa uma troca de informações e conhecimento, como o caso de um equipamento ecológico aqui exposto. A gente se atualiza nos temas e produtos disponíveis, especialmente na questão da gestão sustentável, porque as empresas que tendem a permanecer no mercado são as que se atualizam e prezam as ações de preservação do meio ambiente.”

José Carlos Roberto da Costa – presidente do SEAC- AL

“Encontro importante para empresários alagoanos, porque traz inovações em gestão e em tecnologias de produtos de limpeza. No nosso estado há poucas indústrias desse ramo e então a gente vêm aqui buscar essas novidades”.

No Alagoas operam cerca de 70 empresas que empregam aproximadamente 10 mil pessoas, e estamos muito confiantes no desenvolvimento do setor.



Realizando o HIGICON 2010 no Milenium Centro de Convenções, a ABRALIMP teve apoio institucional do SEAC-SP, Sindeprestem e Cebrasse.

O patrocínio foi das empresas Alfa, Becker, Diversey, In Service, Jofel, Karcher e Riccel.


Lúcia Tavares - Comunicação Cebrasse





 
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