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02/07/2010
Diretoria define estratégias para o segundo semestre

 
 

O consenso de que, em termos de organização, mobilização e comunicação, o empresariado tem muito a aprender com a classe trabalhadora delineou as tomadas de decisão da diretoria nacional da Cebrasse, que se reuniu na última quarta-feira (30/06), na sede da entidade, para discutir estratégias da entidade no segundo semestre de 2010.


Lofreta com Monteiro e Maricato

Nesse contexto, Paulo Lofreta abriu o encontro recordando-se de que no final do ano passado a Cebrasse reivindicou do Ministério do Trabalho e Emprego a obtenção de registro como central sindical empresarial. A resposta veio negativa, irredutível e respaldada no argumento de que a lei que regulamenta a instituição de centrais contempla apenas as entidades de cunho laboral. “Como se na cadeia produtiva houvesse apenas os trabalhadores, ficando os empreendedores relegados a um papel de absoluta insignificância, mesmo sendo eles o outro lado da ponta na relação trabalho-emprego”, reclamou o empresário. Assim, fica claro que, na sua missão de representatividade e defesa do setor, a Cebrasse precisa que as empresas filiadas aos sindicatos a ela associados funcionem como agentes multiplicadores de suas ações.


Maciça presença da diretoria

Percival Maricato fez uma retrospectiva histórica da organização das entidades patronais e laborais, destacando que há anos os trabalhadores perceberam as limitações do sistema sindical tradicional, criaram as centrais sindicais e conquistaram espaços junto ao governo, ao mercado e à mídia. Enquanto isso, os empregadores perdiam forças porque estavam limitados pela hierarquia e burocracia do sistema previsto na CLT para as suas confederações, tendo enfraquecida sua capacidade de mobilização das mais de 15 milhões de empresas atuantes no mercado nos diversos setores da economia.

Não faltam razões para o empresariado estar unido e combativo, disse Maricato ao pontuar várias das recentes iniciativas no Legislativo que resultarão numa “imensa conta a ser paga pela sociedade”, entre elas os volumosos aumentos para funcionários do Judiciário e do Senado, e a anulação das demissões voluntárias, após o governo pagar fortunas a trabalhadores de empresas públicas que aderiram ao programa de demissões.


Monteiro e Icó, do SEAC/SP

Para Rui Monteiro, presidente do sindicato paulista das empresas de asseio de conservação – SEAC/SP, os prestadores de serviços serão mais eficientes quando agirem com proatividade: “o empresário só vai à luta quando a corda está no seu pescoço”. Apesar da absoluta irreversibilidade de algumas questões, como o cumprimento da lei de quotas impostas às empresas, é preciso haver união de forças dos prestadores de serviços “porque toda a legislação vigente no Brasil está moldada ao perfil da indústria e do comércio”.

União dos departamentos jurídicos

Para o fortalecimento do setor, Fernando Calvet, vice-presidente do sindicato das empresas de serviços terceirizáveis e temporários - Sindeprestem, pediu a união de todos as entidades patronais nas ações jurídicas voltadas a objetivos comuns.

 A sugestão foi prontamente apoiada por Alexandre Annemberg, presidente da Abta - empresas de televisão a cabo. Ele ponderou que a falta de disponibilidade de tempo para reuniões constantes e periódicas nas agendas dos empresários é problema que encontraria solução eficaz com a união dos advogados que assessoram as entidades.  “Seriam ações efetivas de integração dos sindicatos diante de problemas específicos, além do compartilhamento de problemas gerais”.


Representante do Sesvesp, sindicato das empresas de segurança privada, o empresário João Diniz sugeriu que o padrão coeso de iniciativas sugerido por Calvet no plano jurídico seja aplicado também nas assessorias legislativas das entidades. De acordo com ele, há temas no Congresso Nacional “que nos fazem pensar que nossos legisladores estão brincando de fazer um país”. Ele mencionou medidas em tramitação no Legislativo que proíbem empresas de demitir funcionários sem que haja justa causa.  “Vamos combater no próprio nascedouro o ‘pacote de maldades’ que trata os empresários como se fôssemos bandidos”, sugeriu.
 
Candeo (Sindimotor) Galea (Abralimp). Bocalini, Moura e França do setor de combate a pragas

O setor de combate a pragas urbanas e suas cinco mil empresas espalhadas pelo Brasil estavam representados por Carlos Watanabe, da Aprag paulista, e Antonio Marcos França, da Feprag, acompanhados de Antonio Moura, presidente da entidade do segmento no estado da Bahia.

O empresário baiano afirmou que é preciso dar aos serviços o seu justo status na economia brasileira, o que pode ser feito com forte atuação junto aos deputados e senadores. “Não mais aceitando as normas vindas de cima para baixo. Se param os serviços, pára o País”.

Sérgio Borges, também do Sesvesp, disse que os empresários precisam estar atentos às propostas dos candidatos à presidência da República nas eleições que se aproximam. Citou tramitação de lei que aumenta o período de férias dos trabalhadores e a previsão de aumento de tributos para o próximo ano como possíveis novos problemas no cenário.
  Scalise a Azevedo

Ricardo Scalise, presidente do sindicato das empresas de serviços de apoio aeroportuários - Sineata e vice-presidente da Cebrasse, e Ermínio Alves de Lima, representante do Sindeprestem, destacaram a necessidade de a central empresarial reforçar sua imagem ao participar de fóruns e conselhos de demais entidades representativas da indústria e do comércio, alinhando ações para combater diversos problemas que desestimulam o empreendedorismo brasileiro.

O executivo Ariovaldo Caodaglio, presidente do sindicato paulista das empresas de limpeza urbana - Selur, declarou que quando se fala do setor de serviços é preciso considerar a imensa gama de atividades que se agregam.


Caodaglio (Selur), Guimarães (Aberc) e Annemberg (ABTA)
 

“Precisamos então discutir as questões institucionais - que em boa parte das vezes se originam do governo federal e atingem todas as atividades, mas têm uma percepção diferente no setor de serviços”. Na questão do FAP, ponderou que as alíquotas para o setor de serviços chegaram a 5.3%, saindo de 3%, e os prestadores de serviços não estavam à mesa de negociações do novo ajuste para avaliar qual seria o impacto da medida. Há também outras coisas acontecendo e os serviços precisam mostrar como elas irão impactar o nosso setor quando realizadas, salientou.

Mulheres que empreendem

Única empresária na reunião da Cebrasse, Sônia Regina de Souza, diretora do Sindeprestem, comprometeu-se a trazer um grupo de mulheres empreendedoras para a central. Disse que no segmento de serviços terceirizáveis e de trabalho temporário as mulheres compõem mais da metade dos empreendimentos e que certamente elas são muitas em demais segmentos. “São hoje 63% das formandas em várias áreas de graduação. Para onde irão? Com certeza não vão querer apenas um futuro emprego, e sim empreender em algum setor econômico”.

Sustentabilidade nas ações do setor

Convidado para palestrar aos empresários, Lívio Giosa, presidente do Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental (Ires), abordou a questão da sustentabilidade. Propôs aos empresários a criação de uma cartilha que seja um instrumento do setor e leve empresas prestadoras de serviços a pensarem em sustentabilidade como estratégia de gestão.

Paulo Lofreta afirmou que a diretoria será comunicada sobre os termos da provável parceria. Recentemente, o Ires assinou convênio com o SEASC/SP e a prefeitura paulistana para projeto “Bosques Urbanos”, voltado ao plantio de árvores na cidade de São Paulo. Participam entidades e empresas dispostas a colaborar na minimização dos efeitos da emissão de carbonos na atmosfera.

Deliberações

 

Maricato e Pereira, do SEAC-PR

Percival Maricato encerrou o encontro apresentando as seguintes deliberações:

  • Reforço de ações junto ao Legislativo e ao Executivo, com a visita mensal de parlamentares e autoridades para tratar de temas de relevância para o setor;
  • Atuação junto ao Judiciário, presidentes de Tribunais de Contas e representantes de entidades jurídicas;
  • Continuidade a ações no âmbito jurídico, envolvendo a participação de diretorias dos associados e empresas;
  • Incremento a ações que fortaleçam o nível de conhecimento dos empresários e o preparo intelectual de lideranças do setor, por meio de contatos com formadores de opinião em vários temas;
  • Estabelecer Agenda Mínima, com a presença de candidatos à presidência da República e ao governo de São Paulo, para a discussão de temas como reformas tributária e trabalhista e outros ;
  • Ampliar diálogos e formar lideranças em posições que alinhem a linguagem de divulgação e de defesa dos interesses do setor.

Participaram também Antonio Guimarães (ABERC E SINDERC), James Azevedo (Sesvesp), José Paulo Pereira (SEAC/PR), Paulo Icó (SEAC/SP), Virgílio Carvalho (ABBTUR) e Zauri Candeo (Sindimotor).


Lúcia Tavares Comunicação



 
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