São Paulo, 12 de Agosto de 2008 - Cebrasse News
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As opiniões expressas nos artigos e editoriais são de responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente o posicionamento da CEBRASSE.


• Pequeno varejo de SP fatura 8,4% a mais no 1º semestre

• Amorim diz que é preciso 'agir rápido' para salvar Doha

• TRANSPORTE DE CARGAS NA BERLINDA





Pequeno varejo de SP fatura 8,4% a mais no 1º semestre


Apenas no mês de junho o crescimento representou 10,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado

SÃO PAULO - As empresas do pequeno varejo paulista encerraram o primeiro semestre do ano com alta acumulada de 8,4% no faturamento, segundo dados da Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV), realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Apenas no mês de junho o crescimento representou 10,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O destaque do semestre ficou por conta do segmento de lojas de material de construção, com aumento acumulado de 31,2%. Impulsionado pelo aquecimento da construção no País, o setor apresentou também a maior elevação no faturamento do mês de junho: 32,4% em relação ao mesmo período de 2007.

Em seguida, aparecem as lojas de vestuário, tecidos e calçados, com crescimento acumulado de 9,4% nos primeiros seis meses de 2008, apontando alta de 10,4% em junho no contraponto ao mesmo período de 2007, desempenho estimulado pelas boas vendas em datas como o dia das mães. Já o setor de lojas de móveis e decorações, puxado pela expansão do mercado imobiliário, registrou elevação de 7,9% no semestre, e alcançou em junho alta de 8% na mesma base de comparação.

Já a perda de espaço para as grandes redes preocupa alguns segmentos do pequeno varejo, que apresentaram queda no acumulado do primeiro semestre de 2008. É o caso das lojas de eletroeletrônicos (-0,01%, com alta de 6,9% em junho); farmácias e perfumarias (-1%, com alta de 1% em junho); e alimentos e bebidas (-1%, com alta de 0,6% em junho).

O pior desempenho apurado pela pesquisa foi o das lojas de autopeças e acessórios, setor que acumula queda de 19,4% nos primeiros seis meses do ano, e em junho apresentou queda de 14,3% na comparação com o mesmo mês de 2007. De acordo com a Fecomercio-SP, desde o início do ano, as empresas do segmento enfrentam problemas com a crescente venda de autos novos, o que reduz a necessidade de manutenção, além do aumento da participação de mercado por parte das concessionárias e a entrada de peças chinesas.



Amorim diz que é preciso 'agir rápido' para salvar Doha

Ministro das Relações Exteriores diz que ainda há chances para negociações, disse em entrevista ao 'Le Monde'

SÃO PAULO - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ao jornal francês Le Monde que é preciso agir rápido para salvar a Rodada Doha. Em entrevista publicada pelo diário nesta quarta-feira, 13, ministro disse que ainda há uma "pequena chance" de se chegar a um acordo após o fracasso das negociações em Genebra, no mês passado.
"É preciso agir rápido, a partir do mês que vem, seja em Brasília ou no exterior, antes que outros fatores políticos, como eleições nos Estados Unidos e na Índia interfiram ainda mais", disse ele ao Le Monde. Para Amorim, o presidente Lula, "com a autoridade de alguém que venceu tantos obstáculos em sua vida, pode convencer (as principais lideranças) a retomar o diálogo".

"Lula já conversou com Bush a respeito. Em Pequim, reuniu-se com o presidente Hu Jintao. Ele vai telefonar para o primeiro-ministro indiano e já estamos em contado com os australianos e indonésios", disse o ministro. Celso Amorim disse que o Brasil está convencido de que o sistema multilateral é essencial ao mundo de hoje e que os acordos bilaterais não são uma boa solução.

"A OMC tem seus defeitos, mas funciona bem. A falta de acordo afetará sobretudo os países pobres, pois as subvenções e as barreiras aduaneiras são pagas com vidas humanas, privações para populações inteiras e com o atraso no desenvolvimento de algumas nações", disse Amorim.

Segundo o ministro, o Brasil perde em curto prazo com o fracasso de Doha, mas conta com vantagens como "solos ainda inexplorados, o sol, a água, tecnologia e exportações agrícolas que não param de crescer".

BBC Brasil


TRANSPORTE DE CARGAS NA BERLINDA

Setor prevê mais aumento de preços, com demanda em alta e gargalos
na infra-estrutura do país


Gabriel Costa

O transporte rodoviário de cargas, que leva 58% dos produtos no país, está à beira de um apagão geral, acredita mais da metade das maiores empresas do setor. A alternativa para a crise iminente seria um aumento imediato da eficiência do sistema de transporte, informou ontem o professor do Instituto Coppead de Administração da UFRJ, Paulo Fleury, na abertura do XIV Fórum Internacional de Logística, que acontece até amanhã em São Conrado.

As restrições de capacidade de outros meios de transporte também causam impacto no sistema rodoviário. Segundo a pesquisa, entre 2001 e 2006 a produtividade do sistema ferroviário nacional aumentou 59%, mas a velocidade de percurso caiu 12%, o que reduziu a capacidade. Dessa forma, os clientes relutam em optar por um meio de transporte diferente do rodoviário, mesmo com a infra-estrutura deficiente – apenas 12% das estradas do país são pavimentadas, a maioria em condições precárias, e a idade média da frota é de 16,3 anos – e os preços em alta.

– Está claro: se a capacidade do setor atender a demanda já não estourou, está estourando. As nuvens negras estão no céu, se vai chover ou não, só quem tem bola de cristal pode saber – disse Fleury.

Entre as causas da possível crise, está a inversão da relação entre oferta e demanda, causada pelos avanços na regulamentação do setor e pelo aquecimento da economia nacional.

Segundo dados da pesquisa Transporte Rodoviário de Cargas: Estudo de Oferta e Demanda, do Coppead, entre 2005 e 2006, o crescimento médio do TKU rodoviário (toneladas por quilômetro útil, principal medida de capacidade do segmento), equivalente à demanda por transporte de cargas, foi de 1,7%, e a frota de caminhões cresceu 3,8%.

Regulamentação do setor

Na época, as únicas exigências para os caminhoneiros que quisessem trabalhar no setor eram a vistoria anual e o respeito ao peso máximo por eixo. De lá para cá, foram criadas regulamentações como o registro nacional obrigatório, requisitos adicionais à habilitação e a frota mínima para registro. As novas regras frearam o crescimento da oferta, que de 2006 para 2007 cresceu 4,5%. No entanto, o crescimento econômico puxou 5,5% a demanda e fez com que ela ultrapassasse a oferta. Resultado: os preços subiram 6% só este ano.

De acordo com o diretor da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Geraldo Vianna, os avanços na regulamentação eram necessários, mas podem ter sido implantados na hora errada.

– A regulamentação devia ter sido feita antes dessa pressão da demanda. Fazer isso agora é um desastre, tem gente que está comprando caminhão e deixando parado por falta de motoristas – disse o diretor da CNT.

Vianna lembrou ainda que a venda de caminhões teve índices de crescimento bastante significativos em 2007, de 30%, e 2008, entre 20% e 25%. a alta, entretanto, não foi acompanhada pela mão-de-obra.

Para o professor Paulo Fleury, o grande impasse do mercado é atender as exigências crescentes dos embarcadores – 89% das empresas consultadas disseram que seus clientes ficaram mais exigentes com o passar dos anos – ao mesmo tempo em que reduz os custos de transporte, que acabam sendo repassados aos produtos.

– Nós estamos inclinados a acreditar que o cenário que vai se concretizar é o do aumento de produção, até pelo bom momento do país, mas precisamos estar preparados para a possibilidade de crise. Não há duvidas de que a situação está melhorando, mas não sabemos se será suficiente.

 


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