São Paulo, 30 de Julho de 2008 - Cebrasse News
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• PEQUENAS EMPRESAS ATRAEM MAIS INVESTIDORES

• SUSTENTABILIDADE NÃO REDUZ CAPACIDADE PRODUTIVA

• PAULO SKAF LIDERA COMITIVA EMPRESARIAL À ARGENTINA





PEQUENAS EMPRESAS ATRAEM MAIS INVESTIDORES

O boom do mercado de capitais brasileiro deixou uma herança promissora aos pequenos e médios empresários. Sonhando com a abertura de capital em Bolsa, muitos empreendedores incluíram temas como governança corporativa e capital de risco em seu vocabulário e sofisticaram seus negócios, noticiou o Jornal O Estado de São Paulo.

Agora mais preparados, eles despertam cada vez mais o interesse de investidores de private equity (que compram participações em empresas). Nos últimos meses, novos grupos nacionais e estrangeiros anunciaram estar à busca desses empreendimentos, de Norte a Sul do País.

O fundo americano AAI Global Equity foi um dos últimos a desembarcar no Brasil, há pouco mais de seis meses. "O pequeno e médio empresário brasileiro está mais bem preparado", diz Charles Ryan, sócio da Invest Partner, que representa o grupo. "Muitos já têm seus planos de negócios estruturados e até buscaram auditar suas operações. Isso facilita nosso trabalho", afirma.
Por isso, diferentemente de seus pares que também chegaram há pouco ao país, como os fundos Carlyle e Actis, o AAI procura pequenas e médias empresas (faturamento anual entre US$ 3 milhões a US$ 15 milhões), para aquisição de uma fatia de 20% a 30%. Eles têm US$ 100 milhões para investir nos próximos anos. Neste mês, o grupo fechou os dois primeiros negócios.
E a busca não deve parar por aí. A cada semana - seguindo a rotina dos últimos meses -, os representantes do fundo visitam pelo menos três empresas. Ryan conta que, em algumas regiões, já está difícil encontrar empresários "disponíveis" para conversar. "O mercado em São Paulo está saturado", diz. Por isso, os investidores têm focado, principalmente, na prospecção de companhias no Sul do País.

A movimentação do setor também tem mexido com a estratégia do grupo francês Axxon, que começou a atuar no Brasil em 2001 - "quando ainda era preciso explicar ao empresário o que era private equity", diz o sócio José Augusto de Carvalho. A equipe do fundo, que já investiu em sete empresas, reforçou os contatos no Sul. O foco da Axxon são empresas com faturamento anual de US$ 20 milhões a US$ 300 milhões.

Segundo ele, a maior concorrência - e crescente disputa dos fundos pelos melhores negócios - é fruto do desenvolvimento das PMEs nos últimos anos. "Elas têm arrumado a casa, pois sabem que assim capturam mais valor na hora de receber um sócio." A companhia carioca Mills, do setor de construção civil, recebeu aporte de um fundo de private equity há um ano. Mas preparava-se para isso há muito mais tempo. Criada em 1952, a empresa familiar começou a profissionalizar sua gestão em 1998.

Trocou toda a diretoria - hoje, apenas uma pessoa da família participa da gestão - e contratou auditores externos. "Era a melhor forma de manter o negócio saudável", diz o presidente Ronald Miles. Em 2006, começou a receber propostas de investidores, até fechar com o fundo Axxon, que ficou com participação minoritária na empresa.

Além do avanço de fundos estrangeiros, investidores nacionais também acordaram para os empreendimentos menores. A Master Minds, de Campinas (SP), nasceu em junho para investir em PMEs nas áreas de bens de consumo, comércio e TI. Os investimentos variam entre US$ 1 milhão e US$ 15 milhões. "Os pequenos e médios empresários estão mais maduros. Querem crescer ou simplesmente não correr o risco de serem comprados", diz Juliano Graff, sócio-fundador da empresa.


SUSTENTABILIDADE NÃO REDUZ CAPACIDADE PRODUTIVA

É possível harmonizar a produtividade da empresa, bem como sua lucratividade, com as boas práticas ambientais. A conclusão foi possível por meio do estudo "Resultados dos 25 anos de Recuperação Ambiental de Cubatão", apresentado durante evento realizado no Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), em Cubatão, informou o site InfoMoney.
O trabalho foi realizado pelo engenheiro e consultor ambiental Eduardo San Martín. Trata-se da primeira demonstração numérica das melhorias ambientais atingidas pelo pólo industrial de Cubatão, que, desde 1983, investe em aprimoramento tecnológico e gestão eficiente.

Resultados

De acordo com os resultados, houve uma drástica redução nas emissões atmosféricas, no lançamento de efluentes líquidos, na captação de água, na geração de resíduos sólidos e na quantidade de resíduos incinerados ou depositados em aterros. A indústria tem investido, cada vez mais, em sistemas de reuso de água e reciclagem de resíduos.

Há 13 anos, não se registra estado crítico nas condições atmosféricas de uma cidade que, na década de 1980, carregou o fardo de ser um símbolo de degradação ambiental. Mas isso não significa que as indústrias pararam de produzir. Na realidade, as informações disponíveis mostram um aumento de 39% na produtividade, desde 1997.

As empresas de Cubatão investiram US$ 1 bilhão nas mudanças que permitiram tornar a produção mais limpa. Isso porque os últimos 25 anos constituíram um período difícil, em que se discutiu muito mais o controle inflacionário do que o desenvolvimento", sublinhou o autor da pesquisa.
"No momento, constatamos bons resultados desta aliança entre sociedade, lideranças do município e setor produtivo, trazendo resultados concretos que beneficiam a todos", afirmou o presidente da Fiesp e do Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf.

Já o diretor-titular do Ciesp de Cubatão, Marco Paulo Penna Cabral, destacou, na ocasião, a importância do Pólo Industrial de Cubatão. "É o único pólo brasileiro a reunir uma refinaria e uma siderúrgica. São 54 indústrias que geram 30 mil empregos e, em 2007, arrecadaram R$ 988 milhões em impostos".

Dados subestimados

Apesar dos bons resultados, Martín lamentou o fato de que alguns indicadores poderiam ter sido subestimados, por conta da medição recente. Os óxidos de nitrogênio, por exemplo, passaram a ser monitorados apenas em janeiro de 2007.

"Também é uma pena que não tenhamos dados que permitam acompanhar o crescimento produtivo de Cubatão desde a implantação do programa [de combate à poluição], em 1983", comentou ele. Como já foi citado, os dados acerca da produtividade passaram a ser coletados a partir de 1997.
Para o secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo Xico Graziano, desenvolvimento sustentável só é possível se houver uma agenda comum entre poder público e sociedade. E nada tem a ver com maquiagem ambiental. Significa investir no sistema produtivo para tornar a produção mais limpa. "Os desafios nunca acabam", finalizou.



PAULO SKAF LIDERA COMITIVA EMPRESARIAL À ARGENTINA


Fábio Rocha – Agência Indusnet FIESP

A pedido do Presidente Luis Inácio Lula da Silva, o presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, chefiará a comitiva empresarial que acompanhará o governo federal à Argentina, entre os dias 3 e 4 de agosto. Na ocasião, estão agendados encontros com a presidente argentina, Cristina Kirchner, e outros representantes do governo.

Nos dois dias do encontro, os empresários brasileiros poderão conhecer as oportunidades de investimentos recíprocos, bem como a realização de parcerias e Joint Ventures. Estarão presentes os presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, e do Banco de La Nación Argentina, Mercedes Marcó del Pont, que apresentarão as perspectivas de integração econômico-comercial entre os dois países.

A Argentina e o Brasil são as duas maiores economias do Mercosul, bloco econômico criado em 1991 com objetivo de integrar as economias da América do Sul. Embora haja desentendimentos sobre tarifas que a Argentina impõe sobre alguns produtos, o país é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, com uma corrente de comércio (somas das exportações e importações), em 2007, de US$ 25 bilhões (25% maior que em 2006 e quase o dobro do registrado em 2003) com vantagem para o lado brasileiro, superavitário em US$ 4 bilhões.

Balança Comercial Brasil – Argentina entre 1997 e 2007
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