São Paulo, 29 de Julho de 2008 - Cebrasse News
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As opiniões expressas nos artigos e editoriais são de responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente o posicionamento da CEBRASSE.


• CSS pode piorar capacidade competitiva de empresas

• Microcervejaria não deve ser afetada com Lei Seca

• NOVO RODÍZIO FAZ LENTIDÃO CAIR 74% NA BANDEIRANTES

• Confiança da indústria cai em julho com piora das perspectivas





CSS pode piorar capacidade competitiva de empresas

Membros do governo e de partidos aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistem em dizer que a criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde) é necessária, porque com a extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), no ano passado, faltam recursos para a saúde. No entanto, entidades empresariais alertam que o advento da nova contribuição pode reduzir a já afetada capacidade competitiva das companhias brasileiras frente aos produtos e serviços oferecidos por empresas de outros países, informou o site InfoMoney.

O presidente da Fiesp e do Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, escreveu em seu artigo que é absolutamente equivocada e desrespeitosa à sociedade brasileira a intenção de se criar um novo imposto que "substitua" a CPMF.

"O momento é de incentivar os investimentos na produção, que geram empregos e permitem a todos a dignidade de - pelo próprio esforço e mérito - trabalhar e crescer socialmente", afirmou ele.

Segundo Skaf, o fim da CPMF não acarretará conseqüências negativas para a população. "As verbas para a saúde (R$ 47 bilhões) estão garantidas pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000. Outro argumento improcedente referia-se à lenda de que a CPMF seria imprescindível como instrumento de fiscalização, uma vez que era cobrada sobre toda e qualquer operação realizada por pessoas físicas e jurídicas. Deve-se lembrar que há uma lei específica para combater a sonegação: a Lei Complementar 105/2001, referente à quebra de sigilo bancário, quando necessário".

Empresas perdem e consumidor também

Tanto as empresas em geral quanto o consumidor perdem com a CSS, na opinião do economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Marcel Solimeo. Sua criação deve reduzir o grau de competitividade das empresas que exportam, que arcarão pelo tributo desde o início da cadeia produtiva, já na aquisição da matéria-prima. "É um tributo cujo peso vai crescendo ao longo da cadeia, como era a CPMF".

A principal conseqüência é que todos os preços aumentam. "No final, quem paga a conta é o consumidor", garante ele. Isso significa que a criação da CSS contradiz com os esforços do Banco Central para conter a inflação, por meio da escalada de aumentos da Selic (a taxa básica de juros).
Com ou sem CPMF e CSS, o fato é que, neste último semestre, a arrecadação do governo cresceu 10,4% no semestre, registrando R$ 327,6 bilhões. Em junho, também foi registrado um recorde: R$ 55,7 bilhões de arrecadação. Um dos motivos apontados é o aumento da lucratividade das empresas, beneficiadas pela economia aquecida do país.

Para Solimeo, não tem sentido criar a CSS com a arrecadação em alta. "O governo deve cortar gastos, e não aumentar a carga tributária. Está mais do que comprovado que, quanto mais crescer a arrecadação, mais ele aumenta os gastos. A única forma de o governo se controlar é não aumentando a arrecadação simplesmente. As empresas privadas conseguem se controlar, por que o governo não consegue?", completa o economista.

Microcervejaria não deve ser afetada com Lei Seca

O mercado de cervejas Premium não deverá sofrer um grande impacto com a nova Lei Seca, é o que acredita o o cervejólogo Edu Passarelli. Estudioso do produto e editor do site www.edurecomenda.com.br. No país há cerca 100 microcervejarias. Elas estão espalhadas principalmente nas regiões Sul e Sudeste – Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, noticiou a Agência Sebrae.

Há um mês em vigor, a chamada Lei Seca prevê mais rigor contra o motorista que ingerir bebidas alcoólicas. O texto, aprovado pela Câmara no início de junho, passa a considerar crime conduzir veículos com qualquer teor de álcool no organismo. A punição para quem não cumprir a lei é considerada gravíssima e prevê suspensão da carteira de habilitação por um ano, além de multa.

A favor da regulamentação, o cervejólogo diz que as cervejas artesanais são feitas para serem degustadas e não consumidas em larga escala como as Pilsen. “Não é uma cerveja para matar a sede. Por serem mais alcoólicas, elas são apreciadas como um produto gourmet”.

Segundo Passarelli, talvez em bares e restaurantes ocorra uma diminuição do consumo, mas a venda da cerveja Premium nos supermercados e casas especializadas, para o consumo em casa, não deve ser afetado. “Sou a favor dessa regulamentação mais rígida. O brasileiro tem essa cultura de que pode beber e sair dirigindo. É errado”.

A mesma opinião é compartilhada pela gerente comercial da Baden Baden, uma das mais conhecidas microcervejarias do país, Wânia Diniz Bachmann. Segundo ela, por ser alta temporada em Campos do Jordão – onde está localizada a microcervejaria –, a Baden Baden ainda não sentiu os possíveis reflexos negativos da Lei Seca.

“Estamos vendendo normalmente aqui em Campos do Jordão. Mas tenho recebido algumas reclamações de representantes comerciais”. Wânia acredita que o impacto maior foi na primeira semana logo após a publicação da lei. “O brasileiro agora está se conscientizando dos problemas de dirigir alcoolizado e está se adaptando”.

O consumidor da cerveja Premium, segundo os especialistas, é sofisticado e conhecedor do produto cerveja. “O brasileiro normalmente, apesar de se dizer um entendido em cerveja, conhece pouco o produto, diferente dos europeus e americanos”.

Mercado crescente

O mercado das microcervejarias vem crescendo a cada ano. Segundo Passarelli, assim como o brasileiro está descobrindo os bons azeites, os bons queijos e o bom café, também está mais preocupado em degustar e servir boas cervejas a seus convidados. Os produtos vêm ganhando cada vez mais espaço nas gôndolas de hipermercados e lojas de produtos especializados.
O cervejólogo afirma que tem sido convidado para ministrar palestras e workshops durante eventos de grandes empresas. “Assim como fazem com o vinho, temos workshops de degustação de cervejas e a audiência sempre é muito grande”.

Segundo ele, as microcervejarias artesanais buscam resgatar a cultura cervejeira e, portanto, oferecem produtos com maior sabor e aromas porque utilizam matéria-prima de maior qualidade. “Muitos cervejeiros estão resgatando antigas receitas, com sabores e aromas muito peculiares. As cervejas, por exemplo, do tipo Ale estão caindo no gosto popular do brasileiro”.
As cervejas artesanais raramente utilizam milho ou arroz em sua composição (que são cereais que não agregam sabor, apenas reduzem os custos), ingredientes usados no processo de fabricação das grandes cervejarias.
E as grandes também estão de olho neste filão das cervejas gourmet. Um exemplo disso é a compra das microcervejarias Baden Baden, Devassa e Eisenbahn pela Schincariol. Além disso, a Ambev, gigante do ramo de cervejas, trouxe para o País cervejas belgas, alemãs e uruguaias.

De acordo com Wânia Bachmann, a Baden Baden é tratada pelo grupo Schincariol como um diamante. “Não perdemos em nenhum momento a nossa condição de microcervejaria. Produzimos entre 70 mil e 80 mil litros por mês. A maturação leva meses e cada tipo de cerveja tem um aroma inconfundível”.

Uma das dicas do cervejólogo Edu Passarelli é a Bamberg, microcervejaria de Votorantin, no interior de São Paulo, que foi eleita este ano a melhor pilsen artesanal do Brasil, em degustação promovida pelo caderno Paladar do jornal O Estado de São Paulo. A microcervejaria tem apenas dois anos e produz vários estilos de cervejas, dentre elas a München, Bock, Weizen, Pilsen e a Alt.
“A Alt é um estilo de cerveja raro até na Alemanha, seu país de origem, e que foi reproduzido com maestria pela Bamberg,” diz. Outra microcervejaria que se destaca atualmente é a Abadessa, de Pareci Novo, Rio Grande do Sul. Fundada em 2006, a cervejaria produz três estilos de cerveja, além do sazonal doppelbock. Suas cervejas só podem ser consumidas nas proximidades da fábrica, já que o produto não é pasteurizado e deve ser mantido sob refrigeração.


NOVO RODÍZIO FAZ LENTIDÃO CAIR 74% NA BANDEIRANTES

NOVO RODÍZIO FAZ LENTIDÃO CAIR 74% NA BANDEIRANTES Média de congestionamento entre as 7h e 10h de ontem, de 27 km, também caiu em relação à última segunda-feira de julho de 2007, quando foram registrados 41 km de lentidão. Ontem, em três horas, 476 caminhões foram multados

Marcela Spinosa e Jones Rossi

No primeiro dia do rodízio de caminhões no Anel Viário de São Paulo, a lentidão, entre 7h e 10h, caiu 74% na Avenida dos Bandeirantes, 16% na Marginal do Pinheiros e 5% na Marginal do Tietê, em comparação com o tráfego do mesmo horário em 30 de julho de 2007.

“Escolhemos essa data como referência para a comparação por apresentar as mesmas condições deste ano: uma segunda-feira de volta às aulas, com rodízio”, disse o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes. Mas vale ressaltar que a comparação não é de todo válida: as escolas particulares não voltaram às aulas ontem - neste ano, elas voltarão paulatinamente entre amanhã e o dia 4.

A média de congestionamento entre 7h e 10h também caiu em relação ao ano passado. Foram 41 quilômetros em 2007, ante 27 quilômetros ontem. Para a Prefeitura, o objetivo de retirar das ruas, nos horários de pico da manhã e da tarde, 24 mil dos 126 mil caminhões que trafegam todos os dias pelas vias proibidas, foi atendido.

Ontem, no período da manhã, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) multou 476 caminhões - 2,6 autuações por minuto. A restrição municipal de caminhões passou a incluir as Marginais do Pinheiros e do Tietê, Avenida dos Bandeirantes e outras sete vias que formam as bordas do chamado Centro Expandido. As vias têm, no total, 152 quilômetros de extensão.

Segundo a CET, um caminhão ocupa o espaço de três automóveis. Um de grande porte toma conta de cerca de 50m² do asfalto. Um de médio ou pequeno porte, 25 m², enquanto um carro ocupa 15 m².

“A saída de cada um desses 24 mil caminhões equivale a mais ou menos 100 veículos leves, o que mostra a importância da medida”, avaliou ontem o secretário municipal dos Transportes e presidente da CET, Alexandre de Moraes, na Marginal do Tietê, num dos 45 pontos de fiscalização das Marginais.

Um dos caminhoneiros multados nesse ponto foi Pedro Inácio da Silva, 48 anos. Ele chegou ao local escoltado por motos da PM. Quando encontram algum caminhão irregular, os policiais o abordam e levam para um dos pontos de fiscalização. Silva, que havia partido de Santos, foi revistado e, em seguida, autuado. “Não sabia do rodízio. Se soubesse, tinha ficado lá embaixo.” Ele ia carregar o caminhão com ferro e iria para Araçatuba, Interior.

A fiscalização é feita ainda por 125 agentes e 25 radares de Leitura Automática de Placas (LAP). Em até dois meses, mais outros 60 radares também irão vigiar os infratores (leia mais à página 5A).

A Associação Nacional de Transportes de Carga e Logística (Ant&Logística) pretende recorrer hoje da decisão judicial que negou, na sexta-feira, o pedido da entidade para impedir que o rodízio entrasse em vigor. Também o Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan) impetrou um mandado de segurança contra a Prefeitura por causa das novas medidas.

“Se não sair a liminar, não sei como vai ficar o Porto de Santos. Sem dúvida a situação será caótica”, disse o presidente do Sindisan, Marcelo Rocha, que prevê filas nos terminais portuários e cita o escoamento das safras de açúcar, álcool e soja.



Confiança da indústria cai em julho com piora das perspectivas

Índice reduz 0,7% ante junho com cautela de empresários sobre o futuro da situação de seus negócios

Alessandra Saraiva, Agência Estado

RIO - O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, caiu 0,7% em julho ante junho, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira, 29. No mês passado, o índice teve alta de 1,6% ante maio. Na comparação com julho do ano passado, o ICI também registrou queda de 0,7%, em igual mês este ano - resultado inferior à elevação de 3% em junho, na mesma base de comparação. Essa queda ocorre depois de duas alta seguidas, em maio (1,4%) e junho (1,6%). Em abril, no entanto, o índice já havia apresentado queda de 0,8% ante março.

Os empresários se mostraram mais cautelosos ao avaliarem em julho o futuro da situação de seus negócios. Ao detalhar o desempenho de julho, a FGV esclarece, em comunicado, que "o resultado geral mostra que a indústria mantém-se aquecida, mas com um ritmo de atividade um pouco menos intenso que o registrado no segundo semestre de 2007."

Segundo a fundação, nas respostas sobre o futuro, das 1.042 empresas consultadas em julho deste ano, 56,9% esperam melhora na situação dos negócios, nos próximos meses, e 7,2%, aguardam uma piora no cenário. Entretanto, em julho do ano passado os porcentuais para essas mesmas respostas eram de 62,9% e de 4,2%, respectivamente, um resultado "bem mais favorável", na análise da fundação.

Porém, a FGV observou, em comunicado, que dos quesitos integrantes do índice de confiança relacionados ao presente, destacou-se o aumento do grau de satisfação com a situação geral dos negócios. "Entre abril de 2008 e julho de 2008, a parcela de empresas que a avaliam como boa elevou-se de 31,1% para 40,2%, enquanto a proporção das que a consideram fraca aumentou de 6,3% para 7,6%", informou, em seu comunicado.

O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que caiu 1,7% em julho, ante alta de 1,2% em junho. O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas, que apresentou avanço de 0,4% em julho, em comparação com a elevação de 2,2% em junho. Na comparação com julho do ano passado, houve alta de 0,3% para o índice de Situação Atual e queda de 1,8% para o indicador de Expectativas.

O indicador utiliza para cálculo uma escala que vai de 0 a 200 pontos, sendo que o resultado do índice é de queda ou de elevação, se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente. De junho para julho, o indicador caiu de 121,8 pontos para 120,8 pontos. O levantamento para cálculo do índice foi entre os dias 1 e 25 desse mês, em uma amostra de 1.042 empresas informantes.

Capacidade

O Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria sem ajuste sazonal alcançou patamar 86,1% em julho. No mês passado, o nível, sem ajuste, registrou resultado de 86,4%.Na série mensal elaborada pela FGV para o índice, sem ajuste sazonal, o Nuci registrado em julho foi o menor patamar registrado desde maio deste ano, quando atingiu 85,6%.



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