São Paulo, 24 de Julho de 2008 - Cebrasse News
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•Indústria critica alta da Selic e fala em 'vírus da inflação'

• Centrais sindicais criticam alta de juros




Indústria critica alta da Selic e fala em 'vírus da inflação'

Para CNI, intensificação do aperto monetário resultará em maiores danos ao crescimento econômico

SÃO PAULO - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, informou nesta quarta-feira, 23, que desaprova a elevação de 0,75 ponto da taxa básica de juros, a Selic (agora em 13% ao an), decidida nesta noite pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

  Em nota, o presidente da CNI destaca: "Em um ambiente de incerteza inflacionária, a política monetária gradual é mais eficaz para coordenar as expectativas de elevação dos preços. A alteração dessa postura, com a intensificação do aperto monetário, resultará em maiores danos ao próprio processo de crescimento econômico."

 Ainda na nota, Monteiro Neto diz que o Banco Central deveria esperar pelas naturais defasagens dos impactos da política monetária restritiva. "A idéia de acelerar o movimento de redução do consumo das famílias, via aumento mais intenso dos juros, não irá gerar os benefícios desejados, uma vez que muito da inflação é originada globalmente, dado o aumento dos preços internacionais dos alimentos", avaliou.

 A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também criticou a decisão. Em nota, a entidade afirma que "no desentendimento entre as políticas monetária e fiscal do governo quem sofre são os menos favorecidos. Para combater o vírus da inflação não se pode usar um único tratamento, há outros antídotos que não apenas a alta de juros que impede o crescimento, gera desemprego e prejudica a sociedade".

 "O impulso inflacionário que a economia do Brasil vive neste momento é conseqüência de um vírus, importado, que adoece nações em todo o mundo. Não podemos, porém, ignorar o perigo de que se torne uma epidemia em nosso País", continuou a nota.

 A entidade afirmou que, apesar de defender o combate à inflação, acredita que seria mais eficaz se a gestão das políticas monetária e fiscal fossem compartilhadas. "O que, infelizmente, não é realidade", disse.

 "Temos, desta forma, um quadro surreal de política econômica, cujo resultado é uma taxa de juros muito elevada, vitimando a sociedade com prejuízos imediatos. Um exemplo disso, está na sobrevalorização da taxa de câmbio que, cada vez mais, compromete a competitividade do produto brasileiro", disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Ele questionou ainda "de que adianta subir os juros, se o governo não controla os gastos públicos".



Centrais sindicais
criticam alta de juros

Brasília - A decisão de aumentar em 0,75% a taxa básica de juros, tomada nesta quarta-feira (23) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), desagradou algumas das principais centrais sindicais do País.
 

Em nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) destaca que “as altas taxas básicas de juros são contrárias aos interesses da classe trabalhadora”, porque o aumento não tem efeito sobre o combate à inflação e que servirá para penalizar ainda mais os assalariados. “Contra a inflação, defendemos menos especulação, menos juros e mais produção”, diz a nota.

“A pressão inflacionária sobre os alimentos, que penaliza muito mais os assalariados, deve ser combatida com o fortalecimento do apoio à agricultura familiar, por meio da ampliação da oferta e dos prazos do crédito, garantia de preços mínimos e de assistência técnica, entre outras medidas. Outra frente de combate deve se dar sobre setores que especulam, seja por intermédio de contenção de estoques ou de elevação de preços chamada de 'preventiva', que nada mais é que apostar em inflação futura”, defende o presidente nacional da CUT, Artur Henrique.

“Com o objetivo explícito de desacelerar a economia, essa política comprime nosso potencial e atenta contra a manutenção do ciclo de crescimento sustentado. Atrapalha, inclusive, a ampliação da oferta de alimentos e pouca eficácia tem contra a pressão inflacionária sobre o setor, já que as principais causas vêm do mercado externo”, assinala a CUT.

Também por meio de nota, a Força Sindical manifesta repúdio ao aumento, classificando-o de “cavalar”. “A medida é impopular porque de imediato vai dificultar a campanha salarial de cerca de 3,5 milhões de trabalhadores que já estão negociando reposição das perdas e aumento real de salário com os patrões. Ao mesmo tempo dificulta o investimento das empresas na produção."

Para a Força Sindical, se o governo quer combater a inflação tem de incentivar o aumento da produção de alimentos e reduzir os impostos dos produtos da cesta básica.


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