São Paulo, 22 de Julho de 2008 - Cebrasse News
ENTIDADES FILIADAS CEBRASSE

ABBTUR-MG
ABEMPI
ABERC
ABF
ABES
ABLA
ABMS
ABO NACIONAL
ABPI-TV
ABRALIMP
ABRASEL
ABRAT
ABRELPE
ABREVIS
ABTA
ABTV
ACONBRAS
ADORC
ADVB
AHESP
ANCLIVEPA
ANFAC
APIMEC
APRAG
CRA SP
CRC SP
FAEASP
FEBRAC
FCDL
FEHOESP
FENACON
FENAVIST
FEPRAG
IBEF
SEAC-ABC
SEAC-DF
SEAC-ES
SEAC-MG
SEAC-MS
SEAC-PA
SEAC-PR
SEAC-RJ
SEAC-SC
SEAC-SP
SELUR
SESCON/SP
SESVESP
SETA
SIMPRES
SINAENCO
SINDCONT-SP
SINDEPRESTEM
SINDERC-SP
SINDESP-BA
SINDESP-DF
SINDESP-ES
SINDHOSP
SINDIMOTOR
SINDITELEBRASIL
SINEATA
SINSERHT-MG

APOIADORES CEBRASSE

ADLIM
AMBC
ARAÚJO ABREU
ESCOLTA
GALES SERVIÇOS
GUIMA CONSECO
MARICATO ADV
NAC
PLANINVESTI
POLICRED
QUALITY AMJ
STA
UPS BENEFÍCIOS


As opiniões expressas nos artigos e editoriais são de responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente o posicionamento da CEBRASSE.


• PARA FIESP, NOVAS PROPOSTAS DA OMC PERMITEM QUE OS PAÍSES EMERGENTES CONTINUEM NA SALA DE NEGOCIAÇÃO

• CONFIANÇA DO CONSUMIDOR REGISTRA O MENOR NÍVEL EM DOIS ANOS

• ECONOMIA AQUECIDA COMPLICA DECISÃO DO COPOM SOBRE JUROS




PARA FIESP, NOVAS PROPOSTAS DA OMC PERMITEM QUE OS PAÍSES EMERGENTES CONTINUEM NA SALA DE NEGOCIAÇÃO

Na avaliação do diretor da área de Negociações Internacionais, da Fiesp, Mário Marconini, que está em Genebra acompanhando a Rodada Doha, o setor industrial brasileiro vai à mesa de negociações um pouco mais otimista, após ler os textos divulgados no inicio do mês passado pela OMC.

O documento estabelece novas condições para os países do Mercosul no texto industrial. Juntamente com o documento agrícola, a Fiesp diz que agora há uma margem maior para as negociações. “As negociações ainda não estão fechadas, mas o que está na mesa permite que os países emergentes continuem na sala de negociação”, afirma Marconini.

O texto proporciona três alternativas a serem adotadas pelos países:

• Aplicação da fórmula suíça (entre 23 a 26), sem flexibilidades;
• Coeficientes entre 21 e 23, em que há flexibilidades, com um padrão de corte de 50% da fórmula, e 10% do universo das linhas tarifárias;
• Coeficiente entre 19 e 21, com um padrão de corte de 50% da fórmula, e que permite flexibilidade no universo das linhas tarifárias entre 12% e 14%.

Reunião Ministerial

Embora o cenário esteja mais favorável ao Brasil, o diretor da Fiesp diz que o quadro ainda é nebuloso quanto à possibilidade de um acordo na Reunião Ministerial, que se desenrola durante esta semana. “Acredito que estamos mais favoráveis para um consenso. Digo que temos 51% de chances. Não dá para ter mais expectativa sobre isso".

Os textos divulgados no mês passado de fato agradaram os países em desenvolvimento, porém, Marconini afirma que o endurecimento de alguns países, como a Argentina, também pode prejudicar os rumos das negociações.

De acordo com ele, o país vizinho mantém uma posição de querer “fazer sozinha o acordo”. “Ela tem tido uma posição muito mais arredia e causa problema na negociação”.

O Brasil, na tentativa de conter a insatisfação argentina, discute uma série de medidas que favorecem a União Aduaneira com o Mercosul. Aliás, esta deve ser a pauta que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva levará à presidente portenha, Cristina Kirchener, em sua visita ao país no início do próximo mês.

A Rodada de Doha está dividida entre as exigências dos países em desenvolvimento por um maior acesso aos mercados agrícolas dos países ricos e dos Estados Unidos e Europa que querem maior abertura para seus produtos industrializados.

Desfecho

Depois de sete anos de negociações, a Rodada Doha de liberalização do comércio global, da Organização Mundial de Comércio (OMC), começou a dar sinais, desta vez consistentes, de que está chegando ao fim.

Durante esta semana, chanceleres do mundo inteiro estarão em Genebra, na sede da OMC, com a missão de finalmente avançar para um desfecho nas negociações. No entanto, a eleição presidencial dos Estados Unidos, em novembro, pode frear os ânimos dos mais otimistas para o fim das negociações.

Sem o Trade Promotion Authority, que permite ao presidente negociar acordo sem que os parlamentares possam fazer emendas, há o risco de o presidente norte-americano, George W. Bush, não conseguir assinar nenhum acordo, e Doha, mais uma vez, atrasar de dois a três anos.




CONFIANÇA DO CONSUMIDOR REGISTRA O MENOR NÍVEL EM DOIS ANOS

Índice cai em julho pelo 2º mÊs seguido com pessimismo do brasileiro em relaÇÃo ao cenÁrio atual e futuro.

ALESSANDRA SARAIVA - Agencia Estado

RIO - O consumidor brasileiro permanece pessimista em relação ao cenário atual, e também em relação às projeções quanto ao futuro. Após registrar queda de 6,5% em junho, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) voltou a registrar taxa negativa, embora menos intensa, com recuo de 4,9% em julho, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o desempenho do indicador, passou de 107,2 pontos em junho para 101,9 pontos em julho - o menor nível desde junho de 2006, quando apurou pontuação de 101.
Na comparação com julho do ano passado, o ICC caiu 0,8%. Em seu informe, a FGV informou que, em julho, "tanto as avaliações sobre a situação atual quanto as expectativas em relação aos próximos meses foram piores que as realizadas em junho". O índice é composto por cinco quesitos da Sondagem das Expectativas do Consumidor, apurada desde outubro de 2002.

O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual (ISA), que caiu 10,4% em julho, em comparação com a queda de 6,3% em junho, e o Índice de Expectativas (IE), que apurou taxa negativa de 1,8% em julho, ante queda de 6,6% em junho. No caso do ISA, em termos de pontuação, o índice atingiu 101,2 pontos, o menor nível desde março de 2007 (99,3 pontos). Já o IE registrou 102,3 pontos em julho deste ano, o menor nível desde julho de 2006 (101,6 pontos).

Ainda segundo a fundação, na comparação com julho do ano passado, os dois sub-índices do ICC apresentaram, em julho deste ano, alta de 2,2% para o indicador de situação atual; e queda de 2,4% para o de expectativas.
Perspectiva econômica ruim
A piora nas avaliações e previsões quanto ao cenário da economia foi um dos principais fatores que levaram à queda de 4,9% no ICC de julho, segundo a FGV. A parcela dos consumidores que avaliam a situação econômica da cidade em que residem como boa caiu de 16,8% para 12% do total de pesquisados, entre junho e julho.
No mesmo período, a parcela dos entrevistados que classificam como ruim o cenário econômico local subiu de 39,5% para 51% - o maior porcentual de respostas para essa pergunta da série histórica da pesquisa, iniciada em setembro de 2005.

Ainda de acordo com a fundação, houve piora nas expectativas em relação às compras de bens duráveis nos próximos seis meses. A parcela dos que esperam gastar mais caiu de 13% para 10,7%, de junho para julho. No mesmo período, o porcentual dos entrevistados que esperam gastar menos se manteve estável, passando de 29,2% para 29,3%.

O levantamento abrange amostra de mais de 2 mil domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 30 de junho e 18 de julho.


ECONOMIA AQUECIDA COMPLICA DECISÃO DO COPOM SOBRE JUROS


Sinais de perda de ritmo de comércio e indústria não são claros e serão ponto importante de avaliação

Jacqueline Farid, da Agência Estado

RIO - A lentidão no processo de desaceleração da economia está surpreendendo analistas e será o ponto de avaliação mais complicado para os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) na tomada de decisão nesta quarta-feira, 23, sobre a taxa básica de juros do País, a Selic.
O economista Francisco Pessoa, da LCA, avalia que os sinais de perda de ritmo na expansão do comércio e da indústria não são claros e "há uma resistência na economia mais forte do que se esperava". Para ele, isso dificulta a política monetária. "A questão da atividade é fundamental para o Copom e com esses sinais pouco claros fica complicado", acredita.

A avaliação de uma economia resistente à perda de vigor é feita também pelo chefe do departamento de economia da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e ex-diretor de política monetária do Banco Central, Carlos Thadeu de Freitas, e pela analista da Tendências Consultoria, Marcela Prada.
Segundo Pessoa, a desaceleração pode estar sendo protelada por causa da confiança vigente, o alto nível de geração de emprego e o fato de que, apesar da alta da Selic, alguns segmentos, como construção, ainda estão com juros "extremamente baixos".

Para Thadeu de Freitas, "a economia está robusta, há uma resistência muito forte à desaceleração". Ele avalia que isso se deve ao fato de que há confiança de que a perda de ritmo virá, mas será temporária. "Sendo assim, ninguém quer perder espaço ou clientes, sobretudo os bancos", disse. Além disso, ele e Pessoa apontam a ampla geração de empregos formais com um dos sustentáculos do atual vigor da economia.

Para o economista da CNC, apenas medidas abrangentes sobre o crédito teriam desacelerado a economia mais rapidamente, mas avalia que já passou o momento em que a equipe econômica do governo teria optado por esse caminho. Desse modo, para ele o rumo está traçado: o Copom continuará subindo a Selic em 0,50 ponto ou 0,75 ponto e o ritmo de crescimento só será mais brando a partir do primeiro semestre de 2009. Este ano, para ele, o vigor continua.

Mas para Pessoa, da LCA, e Marcela, da Tendências, a tão aguardada perda de ritmo no crescimento da economia ocorrerá ainda neste segundo semestre. Pessoa visualiza o percurso da economia num esfriamento a partir do segundo semestre deste ano até o início do segundo semestre de 2009, com nova aceleração no final do ano que vem. "Seria surpreendente se não houvesse uma desaceleração ainda este ano", disse.

Marcela avalia que o primeiro semestre de 2008 acabou superando as expectativas em termos de atividade econômica, mas também acredita que o recuo da renda real e o aumento dos juros terão impacto nos indicadores de atividade ainda neste segundo semestre. "Os indicadores já divulgados até o momento não mostram um sinal claro de desaceleração", lembra ela, para quem os próximos indicadores do varejo serão importantes para sinalizar o início do processo de perda de ritmo.

Comércio

Os dados acumulados de janeiro a maio deste ano mostram que o comércio está crescendo bem acima do setor industrial. No período, o varejo mostra crescimento de 10,9%, cerca de 60% superior ao apurado na indústria, de 6,2%. Segundo Pessoa, essa diferença é difícil de ser explicada, mas pode estar relacionada a dois fatores: aumento das importações que estariam ajudando a suprir a oferta doméstica ou, ainda, um momento temporário de utilização da capacidade instalada muito elevado em alguns segmentos cujos investimentos ainda estão maturando. Desse modo, as importações estariam suprindo a dificuldade de produção de alguns setores.

Para Thadeu de Freitas, porém, a explicação para o crescimento do varejo acima da indústria é fácil e tem a ver com importações e disponibilidade de crédito. "O dólar barato ajuda a suprir a oferta do varejo, que continua forte por causa do crédito e do emprego formal", disse.


CEBRASSE NEWS

CEBRASSE - Central Brasileira do Setor de Serviços

NOVOS TELEFONES

PABX: (11) 3251 0669
FAX: 3253 1864


www.cebrasse.org.br