São Paulo, 21 de Julho de 2008 - Cebrasse News
ENTIDADES FILIADAS CEBRASSE

ABBTUR-MG
ABEMPI
ABERC
ABF
ABES
ABLA
ABMS
ABO NACIONAL
ABPI-TV
ABRALIMP
ABRASEL
ABRAT
ABRELPE
ABREVIS
ABTA
ABTV
ACONBRAS
ADORC
ADVB
AHESP
ANCLIVEPA
ANFAC
APIMEC
APRAG
CRA SP
CRC SP
FAEASP
FEBRAC
FCDL
FEHOESP
FENACON
FENAVIST
FEPRAG
IBEF
SEAC-ABC
SEAC-DF
SEAC-ES
SEAC-MG
SEAC-MS
SEAC-PA
SEAC-PR
SEAC-RJ
SEAC-SC
SEAC-SP
SELUR
SESCON/SP
SESVESP
SETA
SIMPRES
SINAENCO
SINDCONT-SP
SINDEPRESTEM
SINDERC-SP
SINDESP-BA
SINDESP-DF
SINDESP-ES
SINDHOSP
SINDIMOTOR
SINDITELEBRASIL
SINEATA
SINSERHT-MG

APOIADORES CEBRASSE

ADLIM
AMBC
ARAÚJO ABREU
ESCOLTA
GALES SERVIÇOS
GUIMA CONSECO
MARICATO ADV
NAC
PLANINVESTI
POLICRED
QUALITY AMJ
STA
UPS BENEFÍCIOS


As opiniões expressas nos artigos e editoriais são de responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente o posicionamento da CEBRASSE.


• APAGÃO DA TELEFÔNICA: COMO SE INDENIZAR PELO APAGÃO

• Até pequenos negócios aderem à terceirização

• RESTAURANTES TENTAM NÃO REPASSAR A INFLAÇÃO





APAGÃO DA TELEFÔNICA:
COMO SE INDENIZAR PELO APAGÃO

As empresas que se prontificam a prestar serviços públicos são obrigadas a fazê-lo de forma eficiente. Não faltam dispositivos jurídicos que podem fundamentar ações judiciais, quando eles são deficientes e causam prejuízos. Pode servir de base à ações de indenização:

a- contrato de concessão obtido pela empresa junto ao Estado;

b-leis regulatórias e normas expedidas pelas agências regulatórias;

c- contrato específico feito entre empresa prestadora e tomadora do serviço;

d- contrato em geral, decorrente da própria prestação de serviços regular (Código Civil);

e- código de Defesa do Consumidor (empresas também podem ser protegidas pelo CDC quando consomem um produto ou serviço)

É até razoável que se admita uma ou outra falha, mas se elas são graves, ou se são poucas e se acumulam, surge o direito do usuário/consumidor/contratante de se indenizar.

O apagão da Telefônica foi uma falha grave, excessivamente duradoura pelo tipo de serviço tão essencial, decorreu de falta de Plano B e a culpa já foi admitida pelo presidente da empresa.

Surge pois, para os usuários o direito de se indenizar, o que exige provas, não tão difíceis de serem feitas.

A Telefônica já informou que compensará o tempo perdido. Então, deverá descontar dos pagamentos mensais, aqueles que não são devidos, pela falta do serviço por determinado horário. Mas para algumas empresas ou pessoas, isso é o mínimo. Quem perdeu mais tem o direito de pleitear indenização de tudo que perdeu ou deixou de ganhar.

Um dano óbvio é o dos funcionários que ficaram parados por trabalharem diretamente com computadores ou dependerem indiretamente do funcionamento dos mesmos. Se algum desses funcionários deveria estar recebendo mensagens eletrônicas e a partir dela, por um outro para funcionar, na medida em que as mensagens não chega, nem um nem outro irá poder trabalhar. No entanto, terão que ser pagos, normalmente, pois não tem culpa pelo que ocorreu. Para o cálculo, deve se somar o que o trabalhador ganha durante o ano (incluir todos os encargos, férias, 13º, FGTS, INSS e etc), o cálculo do custo do trabalhador por hora e depois calcular quando custou suas horas paradas. Com provas do apagão pode-se usar notícias de jornais, declarações, documentos técnicos e como prova do prejuízo com custo dos funcionários, holerites, docs. contábeis e etc.

A empresa ou a pessoa prejudicada pode exigir indenização por tudo que perdeu e por tudo deixou de ganhar (lucros cessantes). Pode, por exemplo, se foi totalmente paralisada pelo apagão, dividir o lucro mensal ou anual por dia útil do mês ou ano e então cobrar da causadora do prejuízo. Incluem-se nessa conta alugueres, despesas de condomínio e demais comuns a qualquer atividade.

Se teve metade de seus serviços paralisados, pode exigir metade do valor. A prova pode ser feita através de documentos contábeis.

As que tiveram lucros cessantes ou prejuízos excepcionais, provando, podem também obter indenização. São exemplos de prejuízos excepcionais um bom contrato que era para ser fechado e não o foi, um protesto que ocorreu devido a impossibilidade de comunicação, uma reunião para o qual foram chamados vendedores do pais inteiro e acabou não se realizando ou teve que ser feita no dia posterior (além dos prejuízos de negócios não efetuados, justo que a indenização abranja gastos com hotéis, alimentação, passagens eventualmente perdidas).

Tem empresas não gostam de mostrar sua contabilidade ou sequer tem tido lucros que justificariam o pedido de indenização por esse item. Nesse caso, podem reclamar indenização pelo que perderam com as despesas de sede, funcionários e etc.

Um exemplo de cálculo mais simples de prejuízo: se o aluguel da sede, somado a IPTU e condomínio, é R$ 9 mil mês, se por dia essa soma fica em aproximadamente R$ 390,00 e se tudo ficou parado devido ao apagão, a indenização a ser pedida por este item é de R$ 390.00. Como água, material de limpeza e outros itens usados normalmente, pode-se fazer o mesmo tipo de cálculo. O mesmo se pode fazer com funcionários, sem esquecer que também os sócios ficaram sem trabalhar.

Enfim, é fora de dúvida que as empresas prejudicadas pela poderosa multinacional da comunicação, cujos balanços a apontam como uma das mais lucrativas do país, e que portanto deveria ter um Plano B, tem direito de indenização e que pleiteá-los é absolutamente justo. A reunião de documentos para provar o prejuízo não é difícil e se a empresa não tiver advogado, sendo o prejuízo algo significativo, ela pode até tentar um contrato de risco, ou seja, o advogado recebe parte do valor da indenização.

Percival Maricato
Diretor Jurídico CEBRASSE



Até pequenos negócios aderem à terceirização

Fonte: Valor Econômico

Do lado de fora, o prédio cinza em estilo vitoriano, com janelas de vitrais, parece a típica casa dos sonhos da classe média. Mas ele também é a sede do que se pode chamar de uma micromultinacional. Randy e Nicola Wilburn administram companhias imobiliárias, de consultoria, design e alimentos para bebês a partir de sua casa, em uma quadra reurbanizada de Dorchester,
Massachusetts. Eles fazem isso levando a terceirização ao extremo.

Profissionais de todas as partes do mundo prestam serviços para a dupla. Por US$ 300, um artista indiano desenhou a bela logomarca de um bebê olhando com curiosidade para as palavras "Baby Fresh Organic Baby Foods" e o papel timbrado da companhia. Um "freelancer" de Londres redigiu material promocional. Randy contratou "assistentes virtuais" em Jerusalém para transcrever mensagens de voz, atualizar seu site na internet e elaborar gráficos no PowerPoint. Corretores aposentados de Virgínia e Michigan cuidam da papelada da unidade imobiliária.

A terceirização global deixou de ser uma coisa só para as grandes corporações. Cada vez mais, empresas que incluem de revendedores de automóveis a agências de propaganda acham mais fácil transferir o desenvolvimento de software, a contabilidade, os serviços de apoio e os trabalhos de design para terras distantes. A Elance - empresa de serviços on-line de Mountain View, na Califórnia, e principal conexão dos Wilburn com a força de trabalho cibernética -, tem 48,5 mil pequenas empresas como clientes, um número 70% superior ao do ano passado.

Por mês, a companhia registra 18 mil novos projetos. Sites como Guru.com, Brickwork India, DoMyStuff.com e RentACoder também apresentam crescimento acelerado.

Desde o início dos anos 90 ouvem-se previsões de que a internet revolucionaria o trabalho ao criar um vasto mercado global para os profissionais. John Doerr, a lenda do capital de risco, pensou
tanto na idéia em 1999 que sua empresa, a Kleiner Perkins Caufield & Byers, apostou quase tanto na Elance quanto no Google e na Amazon. Raymond J. Lane, sócio-gerente da Kleiner, é o presidente do conselho da companhia.
Mas, enquanto outras formas de comércio eletrônico pegaram rapidamente, apenas recentemente os sites da internet para "freelancers" começaram a ganhar força. A Evalueserve, uma empresa de pesquisa de mercado, estima que as receitas dos mercados de serviços on-line vão crescer 20% em 2008, para US$ 190 milhões. Algo distante do alarde inicial.

Por que levou mais tempo para os compradores e vendedores de serviços se sentirem confortáveis negociando on-line do que as companhias que lidam com bens físicos? Um eBay para serviços, diz Fabio Rosati, executivo-chefe da Elance "foi uma idéia brilhante que começou cedo demais". Mas a melhoria dos programas de computador, mecanismos de busca e novas ferramentas
estão dando impulso ao setor. Vários sites já permitem que os compradores vejam amostras de trabalho detalhadas e que os clientes dêem notas para milhares de vendedores de serviços. O Guru lançou um sistema de pagamentos para mediar disputas e permite aos compradores fazer depósitos
em garantia até que o trabalho seja recebido. A Elance desenvolveu um software para monitorar o andamento dos trabalhos e realizar cobranças, pagamentos e registrar impostos.

Essas melhorias começam a fazer a diferença. A Elance, que faz dinheiro cobrando assinaturas e uma parcela de 4% a 6% de cada projeto, prevê um crescimento de 50% do faturamento total este ano, para US$ 60 milhões. O Guru prevê um crescimento parecido, para US$ 26 milhões.

O vendedor de carros Ariel Tehrani, de Nova York, encomendou a brasileiros a criação de seu site de vendas. Os pequenos empreendedores são a maior fonte do crescimento. Ariel Tehrani, revendedor (das marcas de carros) Lincoln Mercury do Queens, em Nova York, contratou brasileiros para desenvolver um site multimídia para a venda de automóveis on-line. Jonathan Fleming, agente imobiliário de San Francisco, usa designers gráficos de Portugal, gerenciadores de bancos de dados da Índia e redatores da Hungria em seu blog.

Os Wilburn começaram comprando designs gráficos por meio da Elance em 2000. Eles afirmam que mudaram para a terceirização radical depois de ler, em 2007, o best-seller "Trabalhe 4 Horas por Semana", de Timothy Ferriss, que enaltece os méritos de se conseguir mais tempo livre
contratando "assistentes virtuais" em países de mão-de-obra mais barata para a realização de tarefas de rotina.

A ajuda remota vem permitindo a Randy Wilburn, de 38 anos, lidar melhor com as oscilações da economia. Seus negócios na área imobiliária esfriaram e agora ele passa mais tempo mostrando a organizações sem fins lucrativos dos Estados Unidos como elas podem ajudar proprietários de residências a evitar que suas hipotecas sejam executadas. Assistentes virtuais cuidam da
correspondência de rotina e juntam material de negócio enquanto ele está viajando, tudo isso por menos de US$ 10 mil por ano. Ele calcula que uma secretária trabalhando em período integral lhe custaria US$ 45 mil por ano.



RESTAURANTES TENTAM NÃO REPASSAR A INFLAÇÃO

Pequenas Empresas Grandes Negócios

21 de Julho de 2008

A recomendação da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) aos donos dos restaurantes tem sido para não aumentar os preços no cardápio, apesar da pressão inflacionária sobre os alimentos, informou o site InfoMoney.

"No início do ano [antes da pressão inflacionária mostrar sua força], os restaurantes já haviam promovido reajuste de 5%, em média. Nós sabemos que o tíquete [vale-refeição] usado para pagar o almoço do trabalhador não suporta mais aumentos, porque, apesar de os preços dos alimentos terem subido, poucas empresas aumentaram os tíquetes", relata o diretor da Abrasel São Paulo, Joaquim Saraiva de Almeida.

A saída tem sido evitar o desperdício e usar a criatividade na hora de fazer os pratos. Almeida dá um exemplo: segundo ele, é possível substituir alguns produtos por outros, sem que o buffet ou prato perca a qualidade.
"O filé pode ser substituído por outras carnes, como contra-filé, alcatra, maminha e até por frango e peixe. Nesta época do ano, temos muita oferta de peixe. Se, no lugar do filé à parmegiana, o empresário servir filé de frango à parmegiana, terá uma queda de 35% no custo do prato".

Fuga de clientes

Para se ter uma idéia do aumento dos gastos nos restaurantes, segundo o diretor da Abrasel, um prato comercial bem servido, cujo preço, geralmente, gira em torno de R$ 12, custa R$ 8,50 para o restaurante, principalmente por conta da pressão inflacionária sobre o feijão e o arroz.

O problema é que, se as empresas aumentarem os preços, haverá fuga de clientes. "Não cabe no orçamento do consumidor. Se houver aumento nos preços, na hora do almoço, as pessoas irão preferir comer um lanche ou levar comida de casa", garante Almeida.

Sem perdas

O proprietário da Natural e Pasty, restaurante localizado na famosa rua paulistana Haddock Lobo, Kiko Hwang, afirma que está evitando ao máximo as perdas, por meio de algumas medidas. Entre elas, está a redução dos estoques de alimentos. "Assim, o dinheiro não fica parado e consigo aumentar o capital de giro".

No entanto, ele admite que, ao comprar alimentos não perecíveis e encontrar uma boa oferta, aproveita logo para fazer estoque. "Outro dia, havia azeite de oliva em promoção, aproveitei para comprar duas caixas. Consegui economizar entre 30% e 40%", conta.

Hwang também está procurando fornecedores que ofereçam preços mais em conta. "Estamos nos aproximando mais do próprio produtor". Quanto ao desperdício, o empresário garante que nada está sendo perdido. "Estamos aproveitando melhor os produtos. Por exemplo, estamos usando todo o talo do brócolis, no lugar de usar somente a flor. Com o talo, dá para fazer um purê ou risoto. O sabor é o mesmo. Além disso, os alimentos que estão no segundo ou terceiro dia de pré-preparo não são descartados, sendo reutilizados no buffet. Já o que não serve para o buffet ou para os pratos a la carte, estamos transformando em um bom almoço ou janta para os funcionários".

Com essas medidas simples, o proprietário da Natural e Pasty reduziu os gastos em até 20%. "É difícil, porque os preços do feijão e do arroz praticamente dobraram", analisa o empreendedor.

Aumento no segundo semestre é inevitável

Quem também está fazendo o máximo para não repassar a inflação dos alimentos aos consumidores é Luis Felipe Vieira, dono do restaurante Philippe Bistrô, localizado em Moema, bairro nobre da São Paulo. "Tenho evitado o desperdício de alimentos ao máximo e negociado com todos os fornecedores, fazendo cotação com vários distribuidores", diz.

No entanto, ele admite que, em agosto ou setembro, deve aumentar os preços no cardápio. Não só por conta da inflação que atinge as commodities, mas também por conta da lei paulistana que restringe a circulação de caminhões durante o dia. "Por causa dessa lei, os restaurantes estão estimando um aumento nos custos entre 10% e 15%". Ele lembra ainda de outro fator: em julho, os funcionários dos restaurantes têm aumento salarial, por conta do dissídio. "Não tenho o que fazer", lamenta.


CEBRASSE NEWS

CEBRASSE - Central Brasileira do Setor de Serviços

NOVOS TELEFONES

PABX: (11) 3251 0669
FAX: 3253 1864


www.cebrasse.org.br