São Paulo, 11 de Julho de 2008 - Cebrasse News
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TENDÊNCIAS MUNDIAS PARA O
SETOR DE SERVIÇOS

TENDÊNCIAS MUNDIAS PARA O SETOR DE SERVIÇOS

O crescimento da participação de serviços no PIB de muitos países deve-se a uma combinação de fatores de oferta e demanda, cujas principais tendências são: (1) aumento da demanda por serviços em função do crescimento da renda per capita; (2) crescimento da importância dos serviços para a indústria e agronegócios; (3) relevância das atividades de propaganda, marketing e distribuição de produtos (logística); (4) demandas por produtos financeiros, jurídicos e de entretenimento; (5) habilidade crescente das firmas de serviços na criação de novos produtos e mercados, especialmente nas atividades de serviços financeiros; (6) tendência à terceirização das atividades de serviços.

Nos EUA, cerca de 76% da população ativa está empregada no setor de serviços. Ademais, este setor compreende a maior parte do PIB dos EUA, Reino Unido e Japão. Na Índia e na China contribui com menos de 50% do PIB.

Nos últimos 30 anos, observou-se um decréscimo do emprego no setor industrial. O emprego industrial continuará a cair nos países da OCDE e atingirá 10% ou menos nos próximos trinta anos. Os países nos quais o emprego industrial atualmente é o mais elevado (Alemanha e Japão) perceberão um decréscimo mais rápido no emprego.

A evolução dos serviços em vários países desenvolvidos sugere: (1) uma gradativa importância dos diversos serviços prestados a empresas do setor industrial e agronegócio; (2) uma maior taxa de crescimento dos trabalhadores e profissionais da área de conhecimento (empresas intensivas em conhecimento ou KIBS – Knowledge-Intensive Business Services); (3) a estabilização na área de serviços pessoais, com demanda maior para os serviços de saúde; (4) um crescimento do número de empregos com menor qualificação, porém com poucas perspectivas de crescimento na carreira (motoristas, faxineiros, cozinheiros etc.).


ORGANIZAÇÃO TERRITORIAL DOS SERVIÇOS NO BRASIL

No Brasil, entre 2000 e 2004, a maior expansão no número de MPE foi verificada no setor de serviços (28%) – principalmente nos segmentos de informática, transportes terrestres e atividades recreativas. Daí a importância desse grupo de empreendimentos tanto na geração de emprego, como na redução das desigualdades sociais.

Em 2004, os 5 principais estados, em número absoluto de MPE no setor de serviços, foram: SP, MG, RS, RJ e PR – nesta ordem. Em números relativos foram: RJ, DF, SP, SC e PR.

De acordo com dados de 2005, há 949.348 MPE no comércio; 817.435 nos serviços; 260.112 na indústria; e 69.226 na construção civil.

A maior parte das MPE do setor de serviços concentra-se nos seguintes segmentos: serviços prestados às empresas (manutenção, logística, publicidade etc.); serviços de alojamento e alimentação (pousadas, lanchonetes, restaurantes); e serviços de transporte terrestre.

Dados mostram que a concentração regional é maior no setor de serviços do que na indústria. As maiores aglomerações de empresas de serviços estão em 19 regiões metropolitanas, sendo 17 delas capitais estaduais, responsáveis por 81% do valor agregado do setor de serviços.

Os 134 municípios responsáveis por 90% da massa salarial do setor de serviços possuem base industrial significativamente menor.

De fato, a concentração das empresas de serviços ocorre em todos os estados e, mais especificamente, em suas respectivas capitais. O estado de São Paulo compreende a maior aglomeração de empresas do setor. O interior de São Paulo, em termos de oferta de serviços, equivale a toda a região Sul ou Nordeste, a duas vezes a região Centro-Oeste, ou a dez vezes a oferta da região Norte.

Serviços e o setor industrial: alguns estudiosos argumentam que políticas de desenvolvimento regional têm nas empresas de alta tecnologia um elemento capaz de atrair as empresas de serviços de elevada produtividade. Mas ressaltam que essas empresas intensivas em conhecimento são, na verdade, as menos sensíveis a re-localizações, pois demandam locais dotados de variada infra-estrutura tecnológica e urbana. Surge a necessidade, então, de essa dispersão de empresas do setor de serviços estar articulada à re-localização de empresas e setores industriais inovadores e difusores do progresso tecnológico.

Serviços e o agronegócio: apesar de as regiões Centro-Oeste e Nordeste, desde a década de 1970, serem responsáveis pelos maiores incrementos de produção agropecuária no Brasil; e a região Centro-Oeste, desde 1990, ter apresentado crescente participação no total de área plantada pela agricultura brasileira nas chamadas lavouras temporárias, os serviços relacionados à agropecuária ainda estão muito concentrados nas regiões Sul e Sudeste (onde a qualificação dos empregados é maior). Esses dados mostram a necessidade de ações do SEBRAE com vistas a incrementar as atividades de serviços relacionadas ao agronegócio - principalmente os relativos aos pequenos e médios produtores.

Serviços e o desenvolvimento regional: Pode-se sugerir uma “dispersão coordenada” - articulada à re-localização de empresas e de setores industriais inovadores e difusores de progresso tecnológico. A articulação de políticas regionais, industriais e tecnológicas garantiria sinergias entre os setores de serviços, da indústria e do agronegócio.

Serviços e a política industrial recém-lançada: embora atenção tenha sido dada ao complexo da saúde e a complexos de serviços, a “Política de Desenvolvimento Produtivo” (PDP) beneficia boa parte da indústria e, em menor escala, o setor de serviços e a agropecuária. A revista VEJA destaca a divisão do PIB por atividades e o porcentual beneficiado no PDP, ressaltando que ele tem efeito apenas sobre um quarto do PIB brasileiro (Serviços são responsáveis por 65% do PIB (6% beneficiado); a Indústria tem 29,3% do PIB (63,5% beneficiado) e o Agropecuário tem 5,7% do PIB (33% beneficiado).

SEBRAE: A possibilidade de atuação do SEBRAE destaca-se no desenvolvimento de projetos voltados aos segmentos de serviços pessoais e aos serviços prestados às empresas dos setores de indústria e de agronegócio – em razão de sua dispersão territorial e cuja demanda é mais desconcentrada entre capital e interior.

SEBRAE: A atuação do SEBRAE no apoio à competitividade das MPE do setor de serviços deveria focar ações voltadas às políticas públicas (Lei Geral, diminuição da carga tributária etc.), inovação de gestão, capacitação gerencial, ações de incentivo ao empreendedorismo e à cultura da cooperação, acesso a mercado (centrais de negócios), apoio individual e melhoria na qualidade dos serviços prestados etc.

SEBRAE: A implementação de projetos mais ousados no que se refere aos serviços necessita, em primeiro lugar, de uma base concreta de informações sobre os diversos segmentos do setor de serviços, principalmente no tocante às MPE. Em segundo lugar, o alcance das ações do SEBRAE dependerá da mobilização de parcerias tanto em nível governamental (nos três níveis de governo) quanto no nível empresarial (conscientização tanto dos empresários como de instituições representativas do setor de serviços).

SEBRAE: Necessidade de apoiar as MPE com capacidade de geração de empregos em segmentos pouco intensivos em tecnologia, considerando-se a importância social e econômica desses segmentos. Por outro lado, é necessário também não se perder de vista a necessidade do desenvolvimento dos segmentos de serviços intensivos em conhecimento e de alto valor agregado, capazes de gerar sinergias devido à grande relevância nos elos das cadeias do setor industrial.

Dados obtidos com base nos seguintes livros/textos:
- Estrutura e Dinâmica do Setor de Serviços no Brasil (IPEA, 2007)
- Serviços em Cena (James Teboul, 2006)
- Termo de Referência para a Atuação do SEBRAE no Setor de Serviços
- Anuário da MPE (SEBRAE, 2007)
- Onde estão as MPE no Brasil (SEBRAE, 2006)
- Veja: 21 de maio de 2008


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