São Paulo, 19 de Junho de 2009 - Cebrasse News
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Escolas particulares em Brasília
Como ensinar em ambiente de constantes escândalos de corrupção?

Uma das maiores preocupações das escolas particulares de Brasília reside numa questão ética: como lidar com crianças, adolescentes e jovens, cujos pais e familiares certamente trabalham em órgãos públicos corriqueiramente envolvidos em denuncias de corrupção.

A afirmação é de Amábile Pácios, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (SINEP/DF), e presidente da CEBRASSE/DF, após participar de Assembléia na sede da Central Brasileira do Setor de Serviços, em São Paulo, no dia 18 de junho.

 “Quem nasce em Brasília, quer estudar Direito, prestar concurso e ficar estável no funcionalismo”, Amábile Pácios

Empresária e professora, Amábile lembra que Brasília tem 380 escolas particulares, que geram 31 mil empregos e compõem cerca de 2% do PIB local. Ela ressalta que uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas escolas acontece porque a maioria dos 300 mil alunos está absolutamente desinteressada no preparo para atuar fora do campo do funcionalismo público. “Quem nasce em Brasília, quer estudar Direito, prestar concurso e ficar estável no funcionalismo”, lamenta a educadora, salientando que esse fator limita e frustra os educadores em seu papel de alimentar, instigar e ampliar o conhecimento das pessoas, preparando-as para mercado e para a vida.

Nisso tudo, um sério problema de cunho cultural: geralmente vindos de famílias de alto poder aquisitivo e atuantes nos centros decisórios do poder, estudantes brasilienses encaram sempre os rotineiros escândalos de corrupção envolvendo órgãos e instituições públicas onde seus pais e familiares trabalham. “Nó temos que ter uma política eficaz de educação porque a face do discurso é o reverso do que temos e queremos apregoar quanto a valores éticos e também morais – ‘o discurso é o antidiscurso’ -, uma questão bastante delicada”, ressalta a professora. O ponto é saber se tendência e vontade de crescer e continuar trabalhando em Brasília, observadas na grande maioria dos estudantes, pode ser administrada de forma a mudar, e até mesmo a conter, o perfil negativo que a capital do País tem diante de toda a sociedade. Afinal, compete à escola, no exercício de valores positivos, conscientizar os alunos acerca de seu desempenho futuro.

Como esse tipo de problema é assíduo, mas as crianças precisam continuar frequentando normalmente a escola, “a gente aprendeu a gerenciar esse conflito e ajudar as crianças, mantê-las calmas, e de toda maneira procurando reafirmar o papel de autoridade materna ou paterna”, esclarece Amábile. A empresária lembra que é preciso mostrar aos alunos a necessidade de saber separar as crianças daquilo que é dito sobre a atuação dos pais nos seus locais de trabalho.

Diante desse “conflito ético”, o SINEPE implantou há cinco anos o projeto “Cultura da Paz “ para apoiar os professores, que precisam ter uma postura rígida em meio às situações que efetivamente acontecem fora dos muros da escola e ao que deve ser ensinado aos alunos. Mas a professora admite que “é difícil ensinar que o material do coleguinha deve ficar do jeito que ele deixou, quando eles estão ouvindo rotineiras notícias de assaltos aos cofres públicos”.

Amábile informa que nas escolas da capital federal não há casos de bullying (atos de violência, descriminação ou exclusão da maioria) em relação a problemas de familiares envolvidos em escândalos. “Não existe por conta disso, elas não são enxovalhadas por causa desses escândalos, mas sim por outros motivos”, observa a professora.


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