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CEBRASSE
NEWS
Desburocratização
paulistana
tema de palestra do SEAC-SP
O secretário municipal de Modernização,
Gestão e Desburocratização, Rodrigo
Garcia, realizou palestra no último dia 8 de junho
para cerca de 40 empresários da área de asseio
e conservação, que representam, aproximadamente,
300 mil empregos no Estado. Ele estava acompanhado do secretário-adjunto
da pPasta e presidente da PRODAM, João Octaviano Machado
Filho. Em seu pronunciamento, Rodrigo Garcia disse que está trabalhando
muito firmemente na implantação e na gestão
de projetos destinados a “simplificar as coisas na
cidade”. É preciso muita disposição,
condições técnicas e coragem para mudar
métodos numa metrópole onde há o assombroso
número de 25 milhões de processos arquivados.
A Prefeitura tem 200 mil funcionários que custam R$
7 bilhões na folha de pagamento.

A nada simples tarefa de implantar uma gestão de
unificação e simplificação de
métodos em 27 secretarias, 31 subprefeituras e demais órgãos
esbarrou de imediato numa forte questão: uma certa
cultura de papéis e carimbos que rechearam, por anos
a fio, a rotina da administração pública.
Mas os funcionários são treinados, diariamente,
com cursos de capacitação para atuar em um
cenário onde a digitalização de informações é a
maior tônica no fluxo do trabalho, ou seja, tudo tem
que funcionar muito depressa e em sintonia.
Um dos resultados citados pelo secretário na agilização
dos serviços na Prefeitura de São Paulo foi
a emissão de Alvarás de Funcionamento - documentos
necessários, por exemplo, para uma empresa participar
de licitações públicas. Todos os procedimentos
administrativos para esse fim exigiam da prefeitura consultas
a perto de 74 arquivos do banco de dados. O tempo empregado
era de aproximadamente 16 meses. Hoje, com a implantação
do alvará eletrônico, o contribuinte preenche
as informações com base nos carnês do
IPTU e no contrato social da empresa e imprime o alvará ou
o indeferimento dele, uma vez que a palavra “não” tem
que existir no processo, quando as coisas não estão
em ordem.
A idéia de desemperrar a gestão pública
cristalizou-se mais efetivamente no Brasil na década
de 80, quando o então ministro Hélio Beltrão
implantou oficialmente as primeiras sementes desburocratizantes
na máquina pública. Àquela época,
o controle eletrônico era um agente fortalecedor dos
braços do Estado, mas hoje - lembrou Garcia - é um
facilitador ao alcance dos cidadãos, pela maior eficácia
no serviço que lhe é prestado. “O verdadeiro
controle da gestão pública é o acompanhamento
da gestão social, pois uma população
bem informada sabe cobrar e fazer valer os seus direitos”,
arrematou o secretário paulistano.
João Octaviano Machado Filho discorreu sobre o projeto “De
Olho na Obra”, que permite ao cidadão conhecer
todas as obras regulares em execução na cidade,
sem exceção. Após a palestra, seguida
de jantar, o presidente do SEAC-SP, Aldo de Avila Junior,
ressaltou a importância de receber o secretário
e o presidente da PRODAM. De acordo com ele, os empresários
precisam saber como andam as coisas na Prefeitura, “afinal,
os contratos nas esferas da administração pública
representam 60% do faturamento de nossas empresas”. Ávila
elogiou a administração Gilberto Kassab que,
entre outras coisas, manteve a promessa de não autorizar
aumentos nas tarifas de transporte público, o terceiro
maior custo para as empresas do setor.
O presidente da CEBRASSE, Paulo Lofreta, assistiu à palestra
e, como o dirigente do SEAC-SP, ressaltou a necessidade do
empresariado prestador de vários serviços manter-se
em sintonia com as iniciativas das administrações
das cidades, dos estados e da União. “A maioria
das empresas são fornecedoras do setor público
e, por isso, ocasiões como a palestra de Rodrigo Garcia
são uma oportunidade para sabermos o que acontece
na máquina administrativa”, finalizou, acrescentando
que a Central de Empresários organizará esse
tipo de eventos para seus associados, ao longo do ano.
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