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•Lula assina hoje
decreto que muda call centers
• INDÚSTRIA PAULISTA TEM O MELHOR SEMESTRE EM
QUATRO ANOS
• Novas tarifas dos Correios
começam a valer hoje
• RETOMADA DE DOHA EM SETEMBRO É IMPROVÁVEL,
APONTAM ANALISTAS
Lula assina
hoje decreto que muda call centers
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - Um decreto que será assinado hoje
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva promete
extinguir um dos tormentos dos usuários de serviços
como telefonia, financeiros e aviação civil:
o funcionamento dos call centers. A nova legislação,
que traz medidas como opção de cancelamento
imediato do serviço quando solicitado e prazo de cinco
dias úteis para resposta de qualquer demanda, terá de
ser posta em prática pelas empresas a partir de dezembro
deste ano. Outras portarias específicas de cada setor
deverão ser criadas até o fim do ano.
Para as entidades civis de defesa de consumidor, que participaram
das audiências públicas que resultaram no projeto,
as mudanças deverão diminuir a quantidade de
reclamações de consumidores nos órgãos
de defesa. Segundo o diretor do Procon do Distrito Federal,
Peniel Pacheco, 65% das queixas que chegam à entidade
tratam de serviços que serão afetados pelo
decreto. "As queixas mais comuns de nossos associados
dizem respeito à dificuldade de se cancelar um serviço
e demora na solução dos problemas", diz
Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação
Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste).
De acordo com o decreto, as empresas terão 120 dias
para se adaptar às novas regras. Mas o setor de teleatendimento,
um dos maiores empregadores privados do País, reclama
do tempo para adaptação. "Para implementar
boa parte das medidas, 120 dias é pouco tempo",
diz o assessor jurídico da Associação
Brasileira de Telesserviços (ABT), Cláudio
Tartarini. Segundo ele, as alterações vão
exigir investimentos em infra-estrutura e mudanças
em sistemas de informática. "É preciso
um prazo maior." O setor também protesta contra
outras medidas do decreto, como a que prevê canal único
de atendimento para todos os serviços ou pacote de
serviços oferecidos pela empresa. Ela obriga que seja
disponibilizado número único para atendimento
de questões sobre qualquer um dos produtos. As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo.
INDÚSTRIA PAULISTA
TEM O MELHOR SEMESTRE EM QUATRO ANOS
Atividade do setor cresceu 8,8% no
período, enquanto
as vendas reais tiveram um aumento de 6,6%
Reuters
SÃO PAULO - A atividade da indústria de São
Paulo cresceu 8,8% no 1º semestre deste ano, segundo
dados divulgados nesta quarta-feira, 30, pela Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Trata-se do maior crescimento para este período
desde os primeiros seis meses de 2004.
Apenas no mês
passado, a alta foi de 3,1%, ante maio, na série
com ajuste sazonal. Na comparação com junho
do ano passado, o avanço foi de 8,2%.
Nos últimos 12 meses, o avanço na atividade industrial foi de 8,2%,
de acordo com as informações da Fiesp. Entre os setores, o destaque
de alta em junho foi Produtos Têxteis, com expansão de 2% na comparação
mensal, com ajuste.
"A variação do INA em junho é um número positivo,
que nos alegra. No mês passado, com a queda do indicador falávamos
em estabilização", disse o diretor do Departamento de Economia
da Fiesp, Paulo Francini. De acordo com o diretor, a expectativa era de que a
estabilização seria mais rápida.
Ele acrescentou que nos próximos meses o indicador sofrerá os efeitos
da inflação, da apreciação do câmbio e da continuidade
da alta da taxa de juros. Francini destacou que os impactos de cada uma dessas
varáveis têm velocidades distintas.
As vendas reais da indústria cresceram 8,4% em junho ante maio, sem ajuste
sazonal, e 12% na comparação anual. No primeiro semestre, o avanço
foi de 6,6%. O uso da capacidade instalada na indústria do Estado, considerando
os dados com ajuste sazonal, totalizou 83,3% em junho, comparado a 82,7% em maio
e a 82,4% em junho de 2007.
Ainda de acordo com a Fiesp, as horas trabalhadas na produção aumentaram
1,7% em junho ante maio e 6,2% em relação a junho de 2007, sem
levar em conta os efeitos da sazonalidade. No acumulado de janeiro a junho, o
crescimento foi de 5,8% em relação ao mesmo período do ano
passado.
As horas médias trabalhadas aumentaram 1,4% em junho em relação
a maio e 1,7% ante junho de 2007, sem ajuste sazonal. O total de salários
reais (considerando-se o IPC-Fipe) cresceu 0,8% em relação maio
e 6,8% ante igual período do ano passado. Já o total de salários
nominais subiu 1,8% em junho ante maio, e 13% em relação a junho
de 2007. O salário real médio, por sua vez, teve alta de 0,7% ante
maio e de 2,3% na comparação com junho de 2007.
Novas tarifas
dos Correios começam a valer hoje
Carta simples terá reajuste médio de 8,3%,
passando de R$ 0,60 para R$ 0,65. Portaria sobre reajuste
foi publicada na quarta-feira (30) no Diário Oficial
da União.
Do G1, em Brasília
Passam a valer a partir desta quinta-feira (31) as novas
tarifas de serviços postais e telegráficos
nacionais e internacionais dos Correios. O reajuste médio é de
10,6% para os serviços telegráficos nacionais,
de 8,3% para as cartas internacionais e de 15,3% para os
telegramas internacionais.
Portaria que regulamenta os reajustes foi publicada nesta
quarta-feira (30) no Diário Oficial da União.
Os novos valores foram autorizados pelo Ministério
da Fazenda na semana passada, após o término
da greve dos funcionários dos Correios, que duraram
21 dias.
Os porcentuais foram calculados pela ECT no início
do ano, com base nos custos operacionais da empresa, e submetidos
ao Ministério da Fazenda, que autorizou o reajuste.
O maior índice de aumento, de 17,6%, será para
carta internacional, com destino à Europa.
Carta simples
De acordo com a empresa, a carta nacional simples terá reajuste
médio de 8,3%. O valor da carta de até 20 gramas
passará dos atuais R$ 0,60 para R$ 0,65. A carta comercial
terá aumento de 11,1% já incluindo impostos
e, na faixa de peso de até 20 gramas, subirá de
R$ 0,90 para R$ 1.
Segundo a ECT, o telegrama de balcão, enviado de
uma agência dos Correios, subirá de R$ 5,25
para R$ 5,85. O telegrama fonado, enviado de um telefone,
passará de R$ 4,23 a R$ 4,80. E o telegrama pela internet
subirá de R$ 3,78 para R$ 4,05.
Os Correios informaram que os valores do Sedex não
terão aumento, já que foram reajustados em
8,38% em abril. Também não terá reajuste
a carta registrada nacional, que permanece em R$ 2,60. Já a
carta registrada internacional subirá de R$ 3,50 para
R$ 3,60.
Greve
A ECT e o Ministério das Comunicações
procuraram desvincular o aumento dos serviços postais
da greve dos funcionários da estatal. Segundo a empresa,
os índices foram propostos pelos Correios no início
do ano e que o reajuste acontece anualmente.
A assessoria do Ministério das Comunicações
informou na semana passada que os Correios já tinham
uma previsão de aumento de 30% para 73% dos 53 mil
carteiros e que o maior problema que levou à paralisação
foi o plano de cargos e salários, que voltará a
ser negociado entre empresa e trabalhadores.
O acordo que resultou no fim da greve estabelece o pagamento
definitivo de abono de 30% sobre o salário-base para
43 mil carteiros da distribuição e coleta externa.
Também está previsto o pagamento de um adicional
fixo de R$ 260,00 mensais para outros 16 mil funcionários,
incluindo motoristas e atendentes de agências dos Correios.
A estimativa dos Correios é de que o acerto represente
um impacto de R$ 10 milhões mensais no orçamento
da empresa.
RETOMADA DE
DOHA EM SETEMBRO É IMPROVÁVEL, APONTAM ANALISTAS
Maioria acredita que discussões reais devem ser retomadas
em dois ou três anos. Além disso, Brasil deverá enfrentar ‘racha’ com
Argentina e turbulências dentro do G-20.
MARCELO CABRAL Do G1, em São Paulo
As negociações da Rodada de Doha ainda devem
levar alguns anos para serem retomadas, na opinião
de especialistas consultados pelo G1. Após o colapso
registrado nas discussões desta semana em Genebra,
na Suíça, o consenso dos analistas é que
dificilmente elas poderão ser reiniciadas em setembro,
conforme desejo expresso pelo diretor-geral da Organização
Mundial de Comércio (OMC), Pascal Lamy.
A aposta dos analistas é que o tempo necessário
para um novo encontro de ministros deve variar de dois a
três anos – dependendo das bases sobre as quais
as discussões serão retomadas.
“É difícil imaginar que as negociações voltem
a acontecer em setembro”, afirma Mario Marconini, diretor de Negociações
Internacionais da FIESP e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing
(ESPM). “Por enquanto, enfrentamos um momento difícil. Temos eleições
americanas em novembro e também haverá votação
na Índia mais para a frente.
Provavelmente, só então poderá se
pensar em um novo encontro”, concorda o ex-ministro da Fazenda e diplomata
Rubens Ricupero.
O próprio ministro das Relações Exteriores,
Celso Amorim, já admitiu que não haverá mais
tempo durante o governo do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva para fechar um acordo. "Vai levar agora
muito tempo para voltar ao jogo. Provavelmente com novas
pessoas, novos jogadores. Essas pessoas virão com
idéias, mas vão exigir avaliações
novas", disse ele na última terça-feira
(29).
Reversão
No entanto, a falta de acordo desta semana não significa
o fim da Rodada de Doha. Segundo os analistas, já houve
situações similares antes, que foram revertidas: “durante
a Rodada Uruguai (negociações comerciais anteriores
a Doha), houve dois momentos parecidos, em 1988 e 1990. No
entanto, após essas interrupções, a
Rodada foi retomada até em nível mais ambicioso”,
relata Ricupero.
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