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necessariamente o posicionamento da CEBRASSE. |
• PEQUENAS EMPRESAS
ATRAEM MAIS INVESTIDORES
• SUSTENTABILIDADE NÃO
REDUZ CAPACIDADE PRODUTIVA
• PAULO SKAF LIDERA COMITIVA
EMPRESARIAL À ARGENTINA
PEQUENAS EMPRESAS ATRAEM
MAIS INVESTIDORES
O boom do mercado de capitais brasileiro deixou uma herança
promissora aos pequenos e médios empresários.
Sonhando com a abertura de capital em Bolsa, muitos empreendedores
incluíram temas como governança corporativa
e capital de risco em seu vocabulário e sofisticaram
seus negócios, noticiou o Jornal O Estado de São
Paulo.
Agora mais preparados, eles despertam cada vez mais o interesse
de investidores de private equity (que compram participações
em empresas). Nos últimos meses, novos grupos nacionais
e estrangeiros anunciaram estar à busca desses empreendimentos,
de Norte a Sul do País.
O fundo americano AAI Global Equity foi um dos últimos
a desembarcar no Brasil, há pouco mais de seis meses. "O
pequeno e médio empresário brasileiro está mais
bem preparado", diz Charles Ryan, sócio da
Invest Partner, que representa o grupo. "Muitos já têm
seus planos de negócios estruturados e até buscaram
auditar suas operações. Isso facilita nosso
trabalho", afirma.
Por isso, diferentemente de seus pares que também
chegaram há pouco ao país, como os fundos
Carlyle e Actis, o AAI procura pequenas e médias
empresas (faturamento anual entre US$ 3 milhões
a US$ 15 milhões), para aquisição
de uma fatia de 20% a 30%. Eles têm US$ 100 milhões
para investir nos próximos anos. Neste mês,
o grupo fechou os dois primeiros negócios.
E a busca não deve parar por aí. A cada semana
- seguindo a rotina dos últimos meses -, os representantes
do fundo visitam pelo menos três empresas. Ryan conta
que, em algumas regiões, já está difícil
encontrar empresários "disponíveis" para
conversar. "O mercado em São Paulo está saturado",
diz. Por isso, os investidores têm focado, principalmente,
na prospecção de companhias no Sul do País.
A movimentação do setor também tem
mexido com a estratégia do grupo francês Axxon,
que começou a atuar no Brasil em 2001 - "quando
ainda era preciso explicar ao empresário o que era
private equity", diz o sócio José Augusto
de Carvalho. A equipe do fundo, que já investiu
em sete empresas, reforçou os contatos no Sul. O
foco da Axxon são empresas com faturamento anual
de US$ 20 milhões a US$ 300 milhões.
Segundo ele, a maior concorrência - e crescente disputa
dos fundos pelos melhores negócios - é fruto
do desenvolvimento das PMEs nos últimos anos. "Elas
têm arrumado a casa, pois sabem que assim capturam
mais valor na hora de receber um sócio." A
companhia carioca Mills, do setor de construção
civil, recebeu aporte de um fundo de private equity há um
ano. Mas preparava-se para isso há muito mais tempo.
Criada em 1952, a empresa familiar começou a profissionalizar
sua gestão em 1998.
Trocou toda a diretoria - hoje, apenas uma pessoa da família
participa da gestão - e contratou auditores externos. "Era
a melhor forma de manter o negócio saudável",
diz o presidente Ronald Miles. Em 2006, começou
a receber propostas de investidores, até fechar
com o fundo Axxon, que ficou com participação
minoritária na empresa.
Além do avanço de fundos estrangeiros, investidores
nacionais também acordaram para os empreendimentos
menores. A Master Minds, de Campinas (SP), nasceu em junho
para investir em PMEs nas áreas de bens de consumo,
comércio e TI. Os investimentos variam entre US$
1 milhão e US$ 15 milhões. "Os pequenos
e médios empresários estão mais maduros.
Querem crescer ou simplesmente não correr o risco
de serem comprados", diz Juliano Graff, sócio-fundador
da empresa.
SUSTENTABILIDADE NÃO REDUZ
CAPACIDADE PRODUTIVA
É possível harmonizar a produtividade da
empresa, bem como sua lucratividade, com as boas práticas
ambientais. A conclusão foi possível por
meio do estudo "Resultados dos 25 anos de Recuperação
Ambiental de Cubatão", apresentado durante
evento realizado no Ciesp (Centro das Indústrias
do Estado de São Paulo), em Cubatão, informou
o site InfoMoney.
O trabalho foi realizado pelo engenheiro e consultor ambiental
Eduardo San Martín. Trata-se da primeira demonstração
numérica das melhorias ambientais atingidas pelo
pólo industrial de Cubatão, que, desde 1983,
investe em aprimoramento tecnológico e gestão
eficiente.
Resultados
De acordo com os resultados, houve uma drástica
redução nas emissões atmosféricas,
no lançamento de efluentes líquidos, na captação
de água, na geração de resíduos
sólidos e na quantidade de resíduos incinerados
ou depositados em aterros. A indústria tem investido,
cada vez mais, em sistemas de reuso de água e reciclagem
de resíduos.
Há 13 anos, não se registra estado crítico
nas condições atmosféricas de uma
cidade que, na década de 1980, carregou o fardo
de ser um símbolo de degradação ambiental.
Mas isso não significa que as indústrias
pararam de produzir. Na realidade, as informações
disponíveis mostram um aumento de 39% na produtividade,
desde 1997.
As empresas de Cubatão investiram US$ 1 bilhão
nas mudanças que permitiram tornar a produção
mais limpa. Isso porque os últimos 25 anos constituíram
um período difícil, em que se discutiu muito
mais o controle inflacionário do que o desenvolvimento",
sublinhou o autor da pesquisa.
"No momento, constatamos bons resultados desta aliança
entre sociedade, lideranças do município
e setor produtivo, trazendo resultados concretos que beneficiam
a todos", afirmou o presidente da Fiesp e do Ciesp
(Federação e Centro das Indústrias
do Estado de São Paulo), Paulo Skaf.
Já o diretor-titular do Ciesp de Cubatão,
Marco Paulo Penna Cabral, destacou, na ocasião,
a importância do Pólo Industrial de Cubatão. "É o único
pólo brasileiro a reunir uma refinaria e uma siderúrgica.
São 54 indústrias que geram 30 mil empregos
e, em 2007, arrecadaram R$ 988 milhões em impostos".
Dados subestimados
Apesar dos bons resultados, Martín lamentou o fato
de que alguns indicadores poderiam ter sido subestimados,
por conta da medição recente. Os óxidos
de nitrogênio, por exemplo, passaram a ser monitorados
apenas em janeiro de 2007.
"Também é uma pena que não tenhamos
dados que permitam acompanhar o crescimento produtivo de
Cubatão desde a implantação do programa
[de combate à poluição], em 1983",
comentou ele. Como já foi citado, os dados acerca
da produtividade passaram a ser coletados a partir de 1997.
Para o secretário de Meio Ambiente do Estado de
São Paulo Xico Graziano, desenvolvimento sustentável
só é possível se houver uma agenda
comum entre poder público e sociedade. E nada tem
a ver com maquiagem ambiental. Significa investir no sistema
produtivo para tornar a produção mais limpa. "Os
desafios nunca acabam", finalizou.
PAULO SKAF LIDERA COMITIVA EMPRESARIAL À ARGENTINA
Fábio Rocha – Agência Indusnet FIESP
A pedido do Presidente Luis Inácio Lula da Silva,
o presidente da Federação e Centro das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf,
chefiará a comitiva empresarial que acompanhará o
governo federal à Argentina, entre os dias 3 e 4 de
agosto. Na ocasião, estão agendados encontros
com a presidente argentina, Cristina Kirchner, e outros representantes
do governo.
Nos dois dias do encontro, os empresários brasileiros
poderão conhecer as oportunidades de investimentos
recíprocos, bem como a realização de
parcerias e Joint Ventures. Estarão presentes os presidentes
do BNDES, Luciano Coutinho, e do Banco de La Nación
Argentina, Mercedes Marcó del Pont, que apresentarão
as perspectivas de integração econômico-comercial
entre os dois países.
A Argentina e o Brasil são as duas maiores economias
do Mercosul, bloco econômico criado em 1991 com objetivo
de integrar as economias da América do Sul. Embora
haja desentendimentos sobre tarifas que a Argentina impõe
sobre alguns produtos, o país é um dos maiores
parceiros comerciais do Brasil, com uma corrente de comércio
(somas das exportações e importações),
em 2007, de US$ 25 bilhões (25% maior que em 2006
e quase o dobro do registrado em 2003) com vantagem para
o lado brasileiro, superavitário em US$ 4 bilhões.
Balança Comercial Brasil – Argentina
entre 1997 e 2007
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