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necessariamente o posicionamento da CEBRASSE. |
• CSS pode piorar
capacidade competitiva de empresas
• Microcervejaria não
deve ser afetada com Lei Seca
• NOVO RODÍZIO FAZ
LENTIDÃO CAIR 74% NA BANDEIRANTES
• Confiança da indústria
cai em julho com piora das perspectivas
CSS pode piorar capacidade
competitiva de empresas
Membros do governo e de partidos aliados ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva insistem em dizer que
a criação da CSS (Contribuição
Social para a Saúde) é necessária,
porque com a extinção da CPMF (Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira),
no ano passado, faltam recursos para a saúde. No
entanto, entidades empresariais alertam que o advento da
nova contribuição pode reduzir a já afetada
capacidade competitiva das companhias brasileiras frente
aos produtos e serviços oferecidos por empresas
de outros países, informou o site InfoMoney.
O presidente da Fiesp e do Ciesp (Federação
e Centro das Indústrias do Estado de São
Paulo), Paulo Skaf, escreveu em seu artigo que é absolutamente
equivocada e desrespeitosa à sociedade brasileira
a intenção de se criar um novo imposto que "substitua" a
CPMF.
"O momento é de incentivar os investimentos
na produção, que geram empregos e permitem
a todos a dignidade de - pelo próprio esforço
e mérito - trabalhar e crescer socialmente",
afirmou ele.
Segundo Skaf, o fim da CPMF não acarretará conseqüências
negativas para a população. "As verbas
para a saúde (R$ 47 bilhões) estão
garantidas pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000.
Outro argumento improcedente referia-se à lenda
de que a CPMF seria imprescindível como instrumento
de fiscalização, uma vez que era cobrada
sobre toda e qualquer operação realizada
por pessoas físicas e jurídicas. Deve-se
lembrar que há uma lei específica para combater
a sonegação: a Lei Complementar 105/2001,
referente à quebra de sigilo bancário, quando
necessário".
Empresas perdem e consumidor também
Tanto as empresas em geral quanto o consumidor perdem com
a CSS, na opinião do economista da ACSP (Associação
Comercial de São Paulo), Marcel Solimeo. Sua criação
deve reduzir o grau de competitividade das empresas que
exportam, que arcarão pelo tributo desde o início
da cadeia produtiva, já na aquisição
da matéria-prima. "É um tributo cujo
peso vai crescendo ao longo da cadeia, como era a CPMF".
A principal conseqüência é que todos
os preços aumentam. "No final, quem paga a
conta é o consumidor", garante ele. Isso significa
que a criação da CSS contradiz com os esforços
do Banco Central para conter a inflação,
por meio da escalada de aumentos da Selic (a taxa básica
de juros).
Com ou sem CPMF e CSS, o fato é que, neste último
semestre, a arrecadação do governo cresceu
10,4% no semestre, registrando R$ 327,6 bilhões.
Em junho, também foi registrado um recorde: R$ 55,7
bilhões de arrecadação. Um dos motivos
apontados é o aumento da lucratividade das empresas,
beneficiadas pela economia aquecida do país.
Para Solimeo, não tem sentido criar a CSS com a
arrecadação em alta. "O governo deve
cortar gastos, e não aumentar a carga tributária.
Está mais do que comprovado que, quanto mais crescer
a arrecadação, mais ele aumenta os gastos.
A única forma de o governo se controlar é não
aumentando a arrecadação simplesmente. As
empresas privadas conseguem se controlar, por que o governo
não consegue?", completa o economista.
Microcervejaria não deve
ser afetada com Lei Seca
O mercado de cervejas Premium não deverá sofrer
um grande impacto com a nova Lei Seca, é o que acredita
o o cervejólogo Edu Passarelli. Estudioso do produto
e editor do site www.edurecomenda.com.br. No país
há cerca 100 microcervejarias. Elas estão
espalhadas principalmente nas regiões Sul e Sudeste – Santa
Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do
Sul, Rio de Janeiro, noticiou a Agência Sebrae.
Há um mês em vigor, a chamada Lei Seca prevê mais
rigor contra o motorista que ingerir bebidas alcoólicas.
O texto, aprovado pela Câmara no início de
junho, passa a considerar crime conduzir veículos
com qualquer teor de álcool no organismo. A punição
para quem não cumprir a lei é considerada
gravíssima e prevê suspensão da carteira
de habilitação por um ano, além de
multa.
A favor da regulamentação, o cervejólogo
diz que as cervejas artesanais são feitas para serem
degustadas e não consumidas em larga escala como
as Pilsen. “Não é uma cerveja para
matar a sede. Por serem mais alcoólicas, elas são
apreciadas como um produto gourmet”.
Segundo Passarelli, talvez em bares e restaurantes ocorra
uma diminuição do consumo, mas a venda da
cerveja Premium nos supermercados e casas especializadas,
para o consumo em casa, não deve ser afetado. “Sou
a favor dessa regulamentação mais rígida.
O brasileiro tem essa cultura de que pode beber e sair
dirigindo. É errado”.
A mesma opinião é compartilhada pela gerente
comercial da Baden Baden, uma das mais conhecidas microcervejarias
do país, Wânia Diniz Bachmann. Segundo ela,
por ser alta temporada em Campos do Jordão – onde
está localizada a microcervejaria –, a Baden
Baden ainda não sentiu os possíveis reflexos
negativos da Lei Seca.
“Estamos vendendo normalmente aqui em Campos do Jordão.
Mas tenho recebido algumas reclamações de
representantes comerciais”. Wânia acredita
que o impacto maior foi na primeira semana logo após
a publicação da lei. “O brasileiro
agora está se conscientizando dos problemas de dirigir
alcoolizado e está se adaptando”.
O consumidor da cerveja Premium, segundo os especialistas, é sofisticado
e conhecedor do produto cerveja. “O brasileiro normalmente,
apesar de se dizer um entendido em cerveja, conhece pouco
o produto, diferente dos europeus e americanos”.
Mercado crescente
O mercado das microcervejarias vem crescendo a cada ano.
Segundo Passarelli, assim como o brasileiro está descobrindo
os bons azeites, os bons queijos e o bom café, também
está mais preocupado em degustar e servir boas cervejas
a seus convidados. Os produtos vêm ganhando cada
vez mais espaço nas gôndolas de hipermercados
e lojas de produtos especializados.
O cervejólogo afirma que tem sido convidado para
ministrar palestras e workshops durante eventos de grandes
empresas. “Assim como fazem com o vinho, temos workshops
de degustação de cervejas e a audiência
sempre é muito grande”.
Segundo ele, as microcervejarias artesanais buscam resgatar
a cultura cervejeira e, portanto, oferecem produtos com
maior sabor e aromas porque utilizam matéria-prima
de maior qualidade. “Muitos cervejeiros estão
resgatando antigas receitas, com sabores e aromas muito
peculiares. As cervejas, por exemplo, do tipo Ale estão
caindo no gosto popular do brasileiro”.
As cervejas artesanais raramente utilizam milho ou arroz
em sua composição (que são cereais
que não agregam sabor, apenas reduzem os custos),
ingredientes usados no processo de fabricação
das grandes cervejarias.
E as grandes também estão de olho neste filão
das cervejas gourmet. Um exemplo disso é a compra
das microcervejarias Baden Baden, Devassa e Eisenbahn pela
Schincariol. Além disso, a Ambev, gigante do ramo
de cervejas, trouxe para o País cervejas belgas,
alemãs e uruguaias.
De acordo com Wânia Bachmann, a Baden Baden é tratada
pelo grupo Schincariol como um diamante. “Não
perdemos em nenhum momento a nossa condição
de microcervejaria. Produzimos entre 70 mil e 80 mil litros
por mês. A maturação leva meses e cada
tipo de cerveja tem um aroma inconfundível”.
Uma das dicas do cervejólogo Edu Passarelli é a
Bamberg, microcervejaria de Votorantin, no interior de
São Paulo, que foi eleita este ano a melhor pilsen
artesanal do Brasil, em degustação promovida
pelo caderno Paladar do jornal O Estado de São Paulo.
A microcervejaria tem apenas dois anos e produz vários
estilos de cervejas, dentre elas a München, Bock,
Weizen, Pilsen e a Alt.
“A Alt é um estilo de cerveja raro até na
Alemanha, seu país de origem, e que foi reproduzido
com maestria pela Bamberg,” diz. Outra microcervejaria
que se destaca atualmente é a Abadessa, de Pareci
Novo, Rio Grande do Sul. Fundada em 2006, a cervejaria
produz três estilos de cerveja, além do sazonal
doppelbock. Suas cervejas só podem ser consumidas
nas proximidades da fábrica, já que o produto
não é pasteurizado e deve ser mantido sob
refrigeração.
NOVO RODÍZIO FAZ LENTIDÃO
CAIR 74% NA BANDEIRANTES
NOVO RODÍZIO FAZ LENTIDÃO
CAIR 74% NA BANDEIRANTES Média de congestionamento
entre as 7h e 10h de ontem, de 27 km, também caiu
em relação à última
segunda-feira de julho de 2007, quando foram registrados
41 km de lentidão. Ontem, em três horas, 476
caminhões foram multados
Marcela Spinosa e Jones Rossi
No primeiro dia do rodízio de caminhões no
Anel Viário de São Paulo, a lentidão,
entre 7h e 10h, caiu 74% na Avenida dos Bandeirantes, 16%
na Marginal do Pinheiros e 5% na Marginal do Tietê,
em comparação com o tráfego do mesmo
horário em 30 de julho de 2007.
“Escolhemos essa data como referência para a
comparação por apresentar as mesmas condições
deste ano: uma segunda-feira de volta às aulas, com
rodízio”, disse o secretário municipal
de Transportes, Alexandre de Moraes. Mas vale ressaltar que
a comparação não é de todo válida:
as escolas particulares não voltaram às aulas
ontem - neste ano, elas voltarão paulatinamente entre
amanhã e o dia 4.
A média de congestionamento entre 7h e 10h também
caiu em relação ao ano passado. Foram 41 quilômetros
em 2007, ante 27 quilômetros ontem. Para a Prefeitura,
o objetivo de retirar das ruas, nos horários de pico
da manhã e da tarde, 24 mil dos 126 mil caminhões
que trafegam todos os dias pelas vias proibidas, foi atendido.
Ontem, no período da manhã, a Companhia de
Engenharia de Tráfego (CET) multou 476 caminhões
- 2,6 autuações por minuto. A restrição
municipal de caminhões passou a incluir as Marginais
do Pinheiros e do Tietê, Avenida dos Bandeirantes e
outras sete vias que formam as bordas do chamado Centro Expandido.
As vias têm, no total, 152 quilômetros de extensão.
Segundo a CET, um caminhão ocupa o espaço
de três automóveis. Um de grande porte toma
conta de cerca de 50m² do asfalto. Um de médio
ou pequeno porte, 25 m², enquanto um carro ocupa 15
m².
“A saída de cada um desses 24 mil caminhões
equivale a mais ou menos 100 veículos leves, o que
mostra a importância da medida”, avaliou ontem
o secretário municipal dos Transportes e presidente
da CET, Alexandre de Moraes, na Marginal do Tietê,
num dos 45 pontos de fiscalização das Marginais.
Um dos caminhoneiros multados nesse ponto foi Pedro Inácio
da Silva, 48 anos. Ele chegou ao local escoltado por motos
da PM. Quando encontram algum caminhão irregular,
os policiais o abordam e levam para um dos pontos de fiscalização.
Silva, que havia partido de Santos, foi revistado e, em seguida,
autuado. “Não sabia do rodízio. Se soubesse,
tinha ficado lá embaixo.” Ele ia carregar o
caminhão com ferro e iria para Araçatuba, Interior.
A fiscalização é feita ainda por 125
agentes e 25 radares de Leitura Automática de Placas
(LAP). Em até dois meses, mais outros 60 radares também
irão vigiar os infratores (leia mais à página
5A).
A Associação Nacional de Transportes de Carga
e Logística (Ant&Logística) pretende recorrer
hoje da decisão judicial que negou, na sexta-feira,
o pedido da entidade para impedir que o rodízio entrasse
em vigor. Também o Sindicato das Empresas de Transporte
Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan) impetrou
um mandado de segurança contra a Prefeitura por causa
das novas medidas.
“Se não sair a liminar, não sei como
vai ficar o Porto de Santos. Sem dúvida a situação
será caótica”, disse o presidente do
Sindisan, Marcelo Rocha, que prevê filas nos terminais
portuários e cita o escoamento das safras de açúcar, álcool
e soja.
Confiança
da indústria cai em julho com piora das perspectivas
Índice reduz 0,7% ante junho com cautela de empresários
sobre o futuro da situação de seus negócios
Alessandra Saraiva, Agência Estado
RIO - O Índice de Confiança da Indústria
(ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da
Indústria de Transformação, caiu 0,7%
em julho ante junho, segundo informou a Fundação
Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira, 29.
No mês passado, o índice teve alta de 1,6% ante
maio. Na comparação com julho do ano passado,
o ICI também registrou queda de 0,7%, em igual mês
este ano - resultado inferior à elevação
de 3% em junho, na mesma base de comparação.
Essa queda ocorre depois de duas alta seguidas, em maio (1,4%)
e junho (1,6%). Em abril, no entanto, o índice já havia
apresentado queda de 0,8% ante março.
Os empresários se mostraram mais cautelosos ao avaliarem
em julho o futuro da situação de seus negócios.
Ao detalhar o desempenho de julho, a FGV esclarece, em comunicado,
que "o resultado geral mostra que a indústria
mantém-se aquecida, mas com um ritmo de atividade
um pouco menos intenso que o registrado no segundo semestre
de 2007."
Segundo a fundação, nas respostas sobre o futuro,
das 1.042 empresas consultadas em julho deste ano, 56,9%
esperam melhora na situação dos negócios,
nos próximos meses, e 7,2%, aguardam uma piora no
cenário. Entretanto, em julho do ano passado os porcentuais
para essas mesmas respostas eram de 62,9% e de 4,2%, respectivamente,
um resultado "bem mais favorável", na análise
da fundação.
Porém, a FGV observou, em comunicado, que dos quesitos
integrantes do índice de confiança relacionados
ao presente, destacou-se o aumento do grau de satisfação
com a situação geral dos negócios. "Entre
abril de 2008 e julho de 2008, a parcela de empresas que
a avaliam como boa elevou-se de 31,1% para 40,2%, enquanto
a proporção das que a consideram fraca aumentou
de 6,3% para 7,6%", informou, em seu comunicado.
O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice
da Situação Atual (ISA), que caiu 1,7% em julho,
ante alta de 1,2% em junho. O segundo componente do ICI é o Índice
de Expectativas, que apresentou avanço de 0,4% em
julho, em comparação com a elevação
de 2,2% em junho. Na comparação com julho do
ano passado, houve alta de 0,3% para o índice de Situação
Atual e queda de 1,8% para o indicador de Expectativas.
O indicador utiliza para cálculo uma escala que vai
de 0 a 200 pontos, sendo que o resultado do índice é de
queda ou de elevação, se a pontuação
total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente.
De junho para julho, o indicador caiu de 121,8 pontos para
120,8 pontos. O levantamento para cálculo do índice
foi entre os dias 1 e 25 desse mês, em uma amostra
de 1.042 empresas informantes.
Capacidade
O Nível de Utilização de Capacidade
Instalada (Nuci) da indústria sem ajuste sazonal alcançou
patamar 86,1% em julho. No mês passado, o nível,
sem ajuste, registrou resultado de 86,4%.Na série
mensal elaborada pela FGV para o índice, sem ajuste
sazonal, o Nuci registrado em julho foi o menor patamar registrado
desde maio deste ano, quando atingiu 85,6%.
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