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• UNIÃO
EUROPÉIA OFERECE NOVA COTA AO ETANOL BRASILEIRO
• SUBSTITUIÇÃO
TRIBUTÁRIA SERÁ DISCUTIDA
• Inflação
em SP recua a 0,56%, mas sobe mais que o esperado
UNIÃO EUROPÉIA
OFERECE NOVA COTA AO ETANOL BRASILEIRO
Se Doha não
der solução, setor privado brasileiro vai pressionar
a abertura de disputa na OMC
Jamil Chade - O Estado de S.Paulo
GENEBRA - A União Européia (UE) ofereceu neste
domingo, 27, uma nova cota ao etanol brasileiro para tentar
fechar um acordo com o Brasil na Rodada Doha. Para o Itamaraty,
não haverá um acordo final enquanto não
houver uma solução para o produto que é o
carro-chefe da política comercial do governo Lula.
Há dois dias, Bruxelas havia oferecido 1,4 milhão
de toneladas em dez anos, mas o governo alertou que o volume
seria insuficiente. Agora, apresentou novos números
que começam a deixar o setor privado mais satisfeito.
Pela nova proposta, a cota estaria indexada pelo consumo
futuro europeu, o que permitiria um incremento nas exportações
nos próximos anos. "Estamos avançando
o debate", afirmou o chanceler Celso Amorim, sem declarar
que estaria satisfeito com o volume dado pelos europeus.
Mesmo assim, o setor privado brasileiro alerta que pressionará pela
abertura de uma disputa na Organização Mundial
do Comércio (OMC) se a Rodada Doha não der
uma solução e de fato reduzir as tarifas para
a exportação do etanol nos Estados Unidos e
Europa. "Vamos ter de abrir uma disputa se não
sairmos sem um acordo", alertou Marcos Jank, presidente
da União da Indústria de Cana-de-açúcar
(Unica), que foi até Genebra acompanhar o processo.
"Se o processo continuar como está, o etanol
será o único produto que não será beneficiado
da Rodada Doha", afirmou Jank. Neste domingo, Celso
Amorim confirmou que continua negociando um acesso aos mercados
tanto da Europa como dos EUA e insinuou que não há como
fechar um acordo sem uma solução para esse
tema. Nas negociações com a UE, a proposta
inicial de Bruxelas significaria um congelamento do atual
comércio pelos próximos 20 anos, o que não
foi aceito pelo País. Já com os EUA, os diplomatas
americanos e Amorim se reúnem amanhã para debater
a situação.
A Casa Branca, porém, resiste em cortar a tarifa
que hoje é de 54 centavos de dólares por galão.
A medida é possível graças a um artigo
no acordo da OMC que permite que países escolham produtos
que ficam de fora de liberalizações. "Esse é o
cupim no porão do prédio da OMC que ameaça
todo o edifício", afirmou Jank.
SUBSTITUIÇÃO
TRIBUTÁRIA SERÁ DISCUTIDA
Pequenas Empresas Grandes Negócios
Os problemas ocasionados pela substituição
tributária no estado de São Paulo, que atinge
muitas das micro e pequenas empresas do setor de cosméticos,
deve reunir representantes da Abihpec (Associação
Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria
e Cosméticos), do Sebrae e membros do governo de SP,
a partir do próximo mês. De acordo com o diretor-presidente
da Abihpec, João Carlos Basilio, a solução,
começando por São Paulo, poderá servir
de exemplo para os demais estados onde o problema também
ocorre, informou o site InfoMoney.
Como a cobrança de ICMS (Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Prestação de Serviços)
via substituição tributária ocorre na
indústria, com o intuito de facilitar o recolhimento
e a fiscalização, o aumento da pauta de produtos
sujeitos a essa cobrança vem acontecendo especialmente
naqueles com estados mais industrializados, como São
Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
O quadro mais problemático diz respeito aos negócios
optantes pelo Simples Nacional, uma vez que estes acabam
pagando todo o ICMS incidente sobre a cadeia produtiva -
incluindo o que deveria ser pago pelo varejo, por exemplo
- de maneira que acabam perdendo os benefícios do
regime tributário.
Segundo Basílio, as micro e pequenas empresas representam
98% do total das indústrias de cosméticos do
País e, para essas, os impactos são catastróficos,
porque perdem capacidade competitiva frente às grandes
empresas. "Não é socialmente positivo,
gera desemprego e empurra essas empresas para a informalidade",
afirmou ele à Agência Sebrae.
O gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional,
Bruno Quick, explicou que "a idéia é que
os estados se antecipem e superem o problema", nos moldes
do que propõe o Projeto de Lei Complementar 126/07,
que tramita na Câmara dos Deputados e regula essa cobrança.
Existe um entrave: na maioria dos estados, alega-se que a
solução do problema depende de autorização
do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).
No Rio Grande do Sul, porém, o governo resolveu parte
do problema permitindo que empresas do Simples Nacional,
que são substitutas tributárias, paguem o ICMS
com a redução a que têm direito dentro
do sistema.
Para o analista técnica do Sebrae, André Spinola,
a solução é "os estados retirarem
as micro e pequenas empresas do alcance da substituição
tributária, selecionando apenas segmentos estratégicos,
em termos de concentração de produção".
Inflação
em SP recua a 0,56%, mas sobe mais que o esperado
Grupo Alimentação recua para 1,55% em prévia
de julho ante alta de 1,85% na leitura anterior
SÉRGIO CAMARGO - Agencia Estado
SÃO PAULO - O Índice de Preços ao Consumidor
(IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas
(Fipe), que mede a inflação na cidade de São
Paulo, ficou em 0,56% na terceira quadrissemana de julho
e desacelerou em relação à quadrissemana
anterior (0,59%). O IPC-Fipe superou as expectativas dos
analistas consultados pela Agência Estado, que variavam
de 0,43% a 0,55%.
Os grupos que apresentaram elevação entre
a segunda e a terceira prévia do mês foram Transportes
(de 0,17% para 0,30%), Despesas Pessoais (de 1,00% para 1,23%)
e Saúde (de 0,74% para 0,77%). Houve queda nos segmentos
Alimentação (de 1,85% para 1,55%), Vestuário
(de 0,09% para -0,13%) e Educação (de 0,07%
para 0,05%). Habitação teve variação
igual à da segunda quadrissemana (-0,11%).
Veja como ficaram os itens que compõem o
IPC-Fipe:
Habitação: -0,11%
Alimentação: 1,55%
Transportes: 0,30%
Despesas Pessoais: 1,23%
Saúde: 0,77%
Vestuário: -0,13%
Educação: 0,05%
Índice Geral: 0,56%
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